Economia

Meo sudoeste: a tribo esteve em casa e já há nomes para 2021

A edição de 2020 do festival já deveria ter começado. A pandemia não deixou, mas fez-se ouvir à mesma na Zambujeira do Mar. Bispo e ProfJam fizeram as honras da casa. Edição de 2021 promete ser imperdível.

DR  

A pandemia de covid-19 cancelou festivais e o MEO Sudoeste não foi exceção. Há 23 anos que este evento é a mítica casa de milhares de festivaleiros, que se juntam para celebrar a música, a amizade e as noites de calor. Este ano, num verão diferente para todos, conscientes da incerteza que a pandemia da covid-19 colocou no mundo e em nome do sentido de responsabilidade, segurança, bem-estar do público e de todos os envolvidos na realização do festival, a organizadora foi ‘obrigada’ a fazer algo que ninguém deseja: adiar a 24.ª edição do MEO Sudoeste para 2021.

Mas numa altura diferente, o importante é saber reinventar. Foi isso que a Altice fez com o festival que todos os anos leva música, alegria, cor e animação à Zambujeira do Mar: Para assinalar o dia em que em 2020 iriam ter início os concertos no recinto da Herdade da Casa Branca – que todos os anos abre as portas para servir de casa, durante uma semana, a milhares de festivaleiros – o MEO Sudoeste não se esqueceu da sua ‘tribo’ e através de uma ação simbólica de celebração da vida, da música e do próprio festival ofereceu dois showcases de dois artistas nacionais de renome: BISPO e ProfJam.

Esta iniciativa vai em linha com a aposta do MEO na música, na proximidade com os seus vários targets, bem como em oferecer a melhor experiência, inovando de forma constante e adaptando a oferta ao público de cada festival, e neste caso em particular, com a ‘tribo’ do MEO Sudoeste. "Ciente da relevância e do valor emocional inerentes à música, o MEO Sudoeste quis surpreender todos os festivaleiros que, em face da contingência vivida no país, se viram impossibilitados de passar a melhor semana de férias de sempre na Herdade da Casa Branca, reforçando a sua aposta e foco na experiência proporcionada pela música, procurando surpreender com experiências marcantes e únicas no país", revela a organizadora.

 

Agosto de 2021

A 24ª edição do MEO Sudoeste tem assim data marcada para os dias 3 a 7 de agosto 2021, com abertura do campismo a 31 de julho.

Depois das reconfirmações de Bad Bunny, Major Lazer, Meduza, ProfJam e Bispo, que desde logo renovaram o compromisso com os fãs do MEO Sudoeste para as novas datas foram recentemente anunciadas mais novidades para o palco MEO: Ozuna atuará no dia 6 de agosto, Timmy Trumpet vai assegurar um fim de festa em grande no dia 7 de agosto, Deejay Telio atua dia 5 de agosto e Melim no dia 6 de agosto.

A semana de férias para 2021 já está marcada e o MEO Sudoeste voltará assim a ser a casa de milhares de festivaleiros, que se vão juntar para celebrar a música, a amizade e as noites de verão. 
"Este ano, fruto de tudo aquilo que conhecemos, desta pandemia e desta situação que vivemos, tivemos de ter aqui uma ‘quase’ edição do MEO Sudoeste, diferente. Acho que estes dois showcases que vivemos, do BISPO e do ProfJam, mostram que aquele trabalho que se faz durante o ano para montar todo este festival, o MEO Sudoeste, que é hoje o grande festival icónico do país, do nosso verão, é um trabalho árduo, um trabalho conjunto de muitas equipas e que tem de ser reconhecido e que se faz de muita paixão também", defende Alexandre Fonseca, presidente Executivo da Altice Portugal. 

O responsável fala ainda das mudanças e das expectativas para o próximo ano: "O ano passado tínhamos aqui os festivaleiros a fazer a transmissão, o streaming de grande parte dos concertos para os seus amigos e familiares. Hoje tivemos aqui um conjunto muito limitado de pessoas, mas que aproveitaram a tecnologia também para levar a muitas centenas ou milhares de pessoas estes showcases, através da internet e destes streamings. Portanto, a nossa presença aqui, este ano, foi mostrar que continuamos ao lado da Música no Coração, continuamos a apoiar a música e que estamos aqui para continuar na próxima edição, de 2021, ao lado do MEO Sudoeste".

As mudanças necessárias face à pandemia apanharam todos de surpresa e Luís Montez, diretor Música no Coração, não foi exceção. No entanto, admite que não haveria outra solução e acredita que para o ano será ainda melhor: "24 anos a fazer este festival, MEO Sudoeste e, de repente, zero… Foi uma coisa que mexeu muito por dentro comigo. Mas temos de ser fortes e, com o MEO, vamos conseguir fazer uma edição memorável no próximo ano. Já temos nove nomes confirmados, estamos a trabalhar para ter uma edição inesquecível em que toda a gente venha aqui partilhar emoções, amizades e que levem daqui histórias incríveis", defende.

Quanto à ação simbólica realizada pela Altice, não há dúvidas de que foi apenas um aquecimento do que será a grande edição do próximo ano. Quem o diz é João Epifânio, chief sales officer B2C da Altice Portugal: "Tivemos aqui um aquecimento, um warm up, daquilo que propusemos fazer no próximo ano, quer do ponto de vista de organização do espaço, quer do ponto de vista naturalmente dos artistas. Confirmámos novos nomes para a próxima edição", diz. 
O responsável lembra que a edição deveria ter acontecido este ano mas como não foi possível há agora a possibilidade de apostar ainda mais na edição de 2021: "Gostaríamos de ter feito a 24ª edição este ano… tivemos que adiar para o próximo, mas seguramente vamos continuar a melhorar o espaço, o espetáculo e vamos ter todas as condições para receber os festivaleiros no próximo ano, que será um ano, em que acredito, que irá marcar a diferença pelo significado que tem voltarmos àquilo que é a nossa vida, o nosso normal, à intensidade, à música. Música que liga pessoas, com marcas que ligam pessoas à vida", acrescenta.

Já José Alberto Guerreiro, presidente da Câmara Municipal de Odemira não tem dúvidas: "Estamos de facto num momento com alguma singularidade. Odemira tem na sua promoção turística um lema que vem exatamente da palavra singularidade. Este é um contexto singular por vários motivos, porque tem de facto diversidade, dimensão e tem também paixão".

 

Criar laços através da música e da tecnologia

A música tem sido um pilar fundamental na estratégia da Altice Portugal e das suas marcas. E isso torna-se evidente, através da marca MEO, e passa pela presença da marca nos vários festivais de verão, onde o MEO Sudoeste ocupa o lugar de destaque, a par do MEO Marés Vivas, MEO Sons do Mar e MEO Monte Verde. É ainda parceira de alguns dos maiores festivais e eventos de verão, como o Super Bock Super Rock, EDP Vilar de Mouros, Festival F, Galp Beach Party, Sumol Summer Fest ou RFM Somnii. 

"A música constitui uma linguagem universal e permite comunicar com os mais variados públicos, tem uma componente emocional que une as pessoas e esse aspeto é incontornável e transversal a géneros, idades e gostos", refere a operadora. 

A estratégia da empresa tem sido consistente ao longo dos anos, tendo-se revelado uma aposta ganha. "Hoje, a música não pode passar sem a tecnologia já que tem a característica de levar este sentimento e esta capacidade de partilha para todo o lado, para todo o mundo. E a música é, acima de tudo, a partilha de uma experiência. A música tem a capacidade de juntar pessoas, juntar gerações, juntar famílias e amigos. Premissa também partilhada pelo MEO Sudoeste", refere.

Esta estratégia nos patrocínios e eventos da marca tem o seu expoente máximo no festival MEO Sudoeste, enquanto referência no mapa de festivais de música em Portugal e no mundo. Com uma aposta clara também na diversidade de géneros e em artistas de diferentes territórios nacionais e internacionais, o MEO Sudoeste recebeu, na edição de 2019, cerca de 160 mil festivaleiros, na totalidade dos dias do festival.