Economia

Cofina ainda quer Media Capital e lança OPA sobre 100% do grupo

Esta é mais uma tentativa da Cofina para comprar a Media Capital. Desta vez, o grupo do CM oferece pouco mais de 35 milhões de euros.

O negócio tinha caído por terra e as relações entre a Cofina e a Media Capital nem eram as melhores nos últimos tempos mas a Cofina – tal como o SOL já tinha avançado – continua a querer comprar a Media Capital e anunciou ontem a modificação da oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital social da Media Capital que tinha sido preliminarmente anunciada no dia 21 de setembro do ano passado.

O grupo liderado por Paulo Fernandes avança que o valor de referência proposto na OPA de 0,415 euros por ação, corresponde a um valor total de 35.072.969,70 euros, considera um entreprise value de cerca de 130 milhões de euros e foi considerado em maio, pela Promotora de Informaciones S.A., maior acionista da empresa, “uma avaliação acima das estimativas do mercado efetuadas pelos analistas (...) tendo implícitos múltiplos superiores aos das empresas FTA”.

Em comunicado, a dona do Correio da Manhã explica que “a aquisição da Media Capital pela Cofina integra-se na estratégia de consolidação dos media no plano global, mantendo-se no essencial a atividade destas sociedades e das sociedades que com estes estejam em relação de domínio ou grupo, permitindo potenciar o investimento na expansão digital, o lançamento de serviços inovadores e a promoção e desenvolvimento de conteúdos produzidos em Portugal, mantendo-se a Media Capital como um ativo com identidade portuguesa”.

Em resposta, a CMVM diz que foi decidido pelo conselho de Administração deferir o pedido de modificação da OPA. “Esta decisão da CMVM resulta do facto de, na pendência do procedimento de registo da OPA preliminarmente anunciada pela Cofina a 21 de setembro de 2019, se ter verificado a superveniência de factos, associados em particular ao contexto da pandemia de Covid-19, que, tendo afetado de forma imprevisível e materialmente adversa os fundamentos em que assentou a configuração originária da oferta preliminarmente anunciada, excederam os riscos àquela inerentes”.

Recorde-se que a oferta anterior ficou sem efeito depois de a Cofina ter falhado o aumento de capital de 85 milhões de euros do grupo por cerca de 3 milhões de euros. Essa compra tinha um valor empresarial de 205 milhões de euros.