Opiniao

Acordo de Paz Israel/ EAU: Netanyahu, Trump and Cohen são os artífices do milagre impossível que se tornou realidade possível

 É mais uma conquista do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu que já provou merecer um lugar destacada na História da criação do grande Estado judeu: para nós, não será qualquer hipérbole colocar o Primeiro-Ministro Netanyahu lado a lado com Ben-Gurion nos protagonistas cimeiros da criação/construção/consolidação de Israel.

Estamos vivendo História e escrevendo História, enfrentando a pandemia, o que é doloroso e frustrante; estamos vivendo e escrevendo História ao assistirmos (e apoiarmos) o início de uma nova era na realidade geopolítica do Médio Oriente, com o acordo de paz celebrado entre Israel e os Emirados Árabes Unidos (EAU), o que é animador e um fator de esperança.

É um acordo histórico de paz; bem sabemos que há jornalistas em Portugal que tiveram alguma dificuldade em aceitá-lo , porque os factos, mais uma vez, contrariam as narrativas que a esquerda caviar de algumas redações quer impor a todos os portugueses. A mudança nos títulos de alguns jornais – não é difícil adivinhar quais – que retiraram a referência à “paz” mostra bem que o seu objetivo (apesar de toda a retórica) não é a harmonia entre os povos, não é os direitos dos palestinianos, não é tão pouco os direitos humanos: o que lhes interessa é o seu discurso-narrativa de poder. O acordo histórico de paz celebrado entre Israel e os EAU é encarado como um revés na sua estratégia.

A  mando das autoridades e interesses do Irão, houve jornalistas que deliberadamente retiraram a palavra “paz” – fim último do feito diplomático de Israel e dos Emirados – na caracterização do acordo. Porquê?

Porque perceberam que o sucesso desta iniciativa diplomática será o fim, a médio-longo trecho, da narrativa que é sustentada (e sustenta) a esquerda e os extremos ideológicos radicais. O Irão dos Ayatollahs – o maior franchising terrorista internacional - está bem presente entre nós; há jornalistas que estão capturados pelo radicalismo terrorista do regime persa.

Evocando aqui a célebre (justamente aclamada) frase de Ben-Gurion, “em Israel, ser realista é acreditar em milagres”. Para Israel – e para o povo judeu - , o conceito impossível tem um significado diferente: significa apenas algo que está temporalmente ainda (em maior ou menor medida) distante.

 Significa apenas algo que se vai concretizar, restando apenas determinar quando.

 E Israel tem sempre uma impaciência paciente – fruto das suas diversas circunstâncias, o povo israelita sabe que tem de manter sempre uma posição prudente, estratégia firme e ação rápida – mas nunca ceder à perigosa tentação da precipitação.

O “timing” é determinante para a sua segurança, que, no caso de Israel, equivale a dizer que é fundamental para a sua sobrevivência. E o milagre – mais um impossível tornado possível por Israel, seus líderes políticos, diplomáticos e de “intelligence” – aconteceu esta semana.

 É mais uma conquista do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu que já provou merecer um lugar destacada na História da criação do grande Estado judeu: para nós, não será qualquer hipérbole colocar o Primeiro-Ministro Netanyahu lado a lado com Ben-Gurion nos protagonistas cimeiros da criação/construção/consolidação de Israel.

O Estado do povo judeu – aberto a todos, sem quaisquer discriminações, e que adotou o Estado de Direito Democrático como pilar estruturante absoluta da construção da sua realidade política – é hoje, e cada vez mais, um ator fundamental na definição dos equilíbrios geopolíticos à escala global.

O Estado do povo do Rei David é hoje – sem dúvida – um Golias internacional. Gigante foi também a lucidez, o sentido estratégico e a visão do Xeque Mohammed Bin Zayed que percebeu que os EAU apenas têm a ganhar com uma parceria estratégia e uma amizade duradoura com Israel.

Por outro lado – aspeto que importa salientar com especial acuidade - , Mohammed Bin Zayed pretendeu dar um sinal claro ao mundo árabe que o seu adversário já não é Israel. Que o ódio a Israel é apenas uma encenação política sem cabimento.

Que a verdadeira ameaça à estabilidade regional e aos interesses dos países árabes está plenamente identificado – é o Irão dos Ayatollahs. O Irão é um perigo para todo o mundo, é um regime mentiroso, que só vive em estado de ameaça constante – e quer espalhar o terror por todo o mundo.

Israel ganha mais um amigo e um parceiro para a paz e a estabilidade no Médio Oriente, para além de investimentos dos EAU no seu território, o que é relevante para a sua economia. E os EAU, o que ganham? Primeiro, um parceiro para a luta contra o inimigo ultra-perigoso que é o Irão dos Ayatollahs.

Segundo, proteção contra as tentações imperialistas do Irão dos Ayatollahs. Esta proteção inclui a aceitação por Israel da venda de tecnologia relacionada com a implementação de uma “Iron Dome Aerial Defense System” (Domo de Ferro, sistema que visa destruir certos míssiles dirigidos contra Israel) nos EAU, que seja idónea a proteger os Emirados contra qualquer ataque do Irão. Este é um passo significativo que mostra a boa vontade dos dois Estados – e evidencia que os atores mais relevantes da região já não negam que o Irão é um Estado pária.

Terceiro, Israel acordou alienar aos EAU tecnologia sofisticada de segurança, incluindo software de vanguarda de “spyware” and “cybersecurity”.

Como se sabe, também neste domínio, Israel é imbatível- a reputada empresa “NSO GROUP” passará a prestar os seus serviços aos EAU, incrementando, por conseguinte, a segurança regional. Esta há poucos meses seria uma decisão arriscada; hoje, esta decisão de alienação desta tecnologia é um risco que gera uma oportunidade única de paz, de segurança e de vitória sobre o regime de horror dos Ayatollahs iranianos.

Não se pense, porém, que esta é uma decisão irrefletida ou apenas uma momentânea decisão política com o ensejo de gerar fato mediático que não resista à espuma dos dias: pelo contrário, foi minuciosamente preparada, do ponto de vista técnico, por Yossi Cohen, líder da Mossad.

 Antes da celebração do acordo, todos os detalhes de segurança foram tidos em conta, planeados e verificados, para que não haja qualquer tentação de reverter a tecnologia made in/by Israel contra os próprios interesses de Israel pelas autoridades dos EAU.

A Mossad – como esta semana ficou provado – é a organização que mais tem feito pela paz nos últimos anos.

 A colaboração entre Mossad e a CIA deu mais uma vez resultados positivos: é a verdadeira coligação da paz. Yossi Cohen e seus homens e mulheres do “Instituto” são os verdadeiros capacetes azuis – a ONU poderia, se quisesse, aprender a promover a concórdia e a defesa da verdadeira estabilidade geopolítica com a Mossad.

E, já agora, seria importante que Yossi Cohen, Benjamin Netanyahu e o Presidente Trump ensinassem a António Guterres como ter liderança política e coragem humana para tornar a paz impossível teórica numa real possibilidade histórica.

Este acordo histórico de paz entre Israel e os EAU é também mais uma prova irrefutável que a Mossad (ao contrário das fantasias cinematográficas) não tem como finalidade consumar mortes seletivas; pelo contrário, visa evitar mortes maciças e indiscriminadas.

Como diria o Presidente Ronald Reagan, “peace is our profession” – a profissão da Mossad e da CIA é a paz.

 O mundo deve agradecer a bênção que é ter, neste momento complexo que vivemos, à frente das duas agências de intelligence mais relevantes para a nossa segurança (a Mossad e a CIA) dois líderes natos e brilhantes – Yossi Cohen e Gina Haspel.

Nestes tempos em que só temos ouvido falar de morte e doença, é animador que Israel e os EAU – com a intermediação dos EUA, sob a liderança do Presidente Trump – espalhem a luz da esperança que só a paz encerra.

Resta agora saber se Mahmoud Abbas está do lado do seu povo - ou do lado dos terroristas do Hamas. Se Abbas optar pelo Hamas, o mundo ficará esclarecido sobre quem é que quer a guerra, a destruição e a morte do seu próprio povo.

Acresce, ainda, que os EAU perceberam, igualmente, o risco da parceria China-Irão – e o que isto significa em termos de domínio sobre o Estreito de Ormuz. Os Emirados percebem que a luta contra os imperialismos sino-iraniano é o grande desafio geopolítico do nosso tempo; não vale a pena alimentar ódios inúteis do passado, de um mundo que já foi, quando se tem desafios presentes de enorme complexidade. Os Emirados perceberam muito bem que há que atuar sobre o mundo de hoje para evitar o mundo de amanhã que se teme, acaso o projeto imperialista sino-iraniano se concretize.

Parabéns e obrigado, Primeiro-Ministro Netanyahu e Xeque Mohammed Bin Zayed!

Parabéns e obrigado, Presidente Donald Trump!

Parabéns e obrigado, Yossi Cohen e Gina Haspel!