Economia

“Estamos a avaliar a operação em Portugal”, garante a Ryanair

Presidente da companhia aérea considera que apoio à TAP é “escandaloso”,  considerando “o maior desperdício de dinheiro de sempre em Portugal”.

 

A Ryanair garante que a “avaliar a operação em Portugal”, nomeadamente em termos de custos, referindo que pretende manter o maior número de empregos possível. A garantia foi dada pelo presidente da companhia aérea ao afirmar ainda que o  apoio à TAP é “escandaloso”.  E foi mais longe: “Esta ideia é escandalosa, antieuropeia e anticoncorrencial e não faz nada para promover o investimento em Portugal”.

E lembrou que em relação à sua operação é necessário “cortar nossos custos de trabalho no curto prazo, mas não de forma pouco razoável. Temos de cortar agora e depois restaurar o pagamento, para tentar manter os postos de trabalho, o mais possível”, disse Eddie Wilson.

Em causa está a ajuda de  1,2 mil milhões de euros, de “escandaloso”, chamando-lhe ainda “o maior desperdício de dinheiro de sempre em Portugal”, acrescentando que “a ideia de que os contribuintes portugueses tenham de pagar 1,2 mil milhões de euros para manter uma companhia aérea que tem uma cor especial na cauda do avião é escandalosa. Não existem transportadoras nacionais, estamos todos na União Europeia”, afirmou o líder da companhia aérea ‘low-cost’.

Aliás,  a Ryanair já apresentou processos contra as ajudas às companhias aéreas europeias, incluindo a concedida à TAP.
Em relação à operação em Portugal, a companhia pretende chegar a um acordo nesse sentido com os trabalhadores portugueses. “Temos um sindicato muito vocal, que não conseguiu um acordo com a Ryanair e que parece passar todo o seu tempo com a comunicação social em vez de com a companhia e acho isso lamentável, especialmente tendo em conta que conseguimos concluir acordos na maioria dos outros países europeus”, assegurou.

O responsável disse ainda que o grupo está “a fazer uma avaliação agora sobre os custos de pessoal e aeroportos e qual a situação de quarentena em Portugal, para decidir quais serão os números do tráfego [que pretende atingir]”. E deixou ainda um alerta ao defender que a empresa é um “um grande contribuidor para a economia portuguesa”, operando “o ano todo”, e apoiando o turismo e o emprego.