Internacional

G7 pede à Rússia "transparência total" no caso Navalny e exorta país a levar responsáveis à justiça

"Este ataque ao líder da oposição Navalny é outro golpe grave contra a democracia e a pluralidade política na Rússia. Representa uma séria ameaça para os homens e mulheres que defendem as liberdades políticas e civis", defendem os responsáveis em comunicado.

Os G7 exortou, esta terça-feira, a Rússia e usar “transparência total em relação à identidade” dos responsáveis pelo “envenenamento confirmado de Alexei Navalny” e levar os autores do “crime hediondo” à justiça.

Em comunicado, os ministros dos Negócios Estrangeiros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos dizem ter sido informados pela Alemanha dos resultados das análises ao líder da oposição russa por médicos alemães, que determinaram que Navalny foi envenenado com “o agente químico nervoso do grupo Novichok, uma substância desenvolvida pela Rússia".

"Qualquer utilização de armas químicas, em qualquer lugar, a qualquer momento, por qualquer pessoa e em qualquer circunstância, é inaceitável e contrária às normas internacionais", defenderam os governantes, numa declaração emitida pelos Estados Unidos, que preside ao G7 este ano.

"Este ataque ao líder da oposição Navalny é outro golpe grave contra a democracia e a pluralidade política na Rússia. Representa uma séria ameaça para os homens e mulheres que defendem as liberdades políticas e civis", acrescentaram, prometendo que vão “acompanhar de perto” a resposta do país aos pedidos de explicações quanto ao sucedido a nível internacional.

Recorde-se que o líder da oposição russa sentiu-se mal durante uma viagem de avião no passado dia 20, tendo este episódio resultado no internamento de Navalny em Omsk, na Sibéria. Apesar de uma primeira resposta negativa, os médicos alemães autorizaram a sua transferência para um hospital alemão. Depois de os médicos na Rússia terem garantido que os exames realizados ao paciente não acusavam qualquer tio de envenenamento, os exames realizados pelos médicos alemães acusaram a presença da substância acima referida, usada também na tentativa de envenenamento de Sergei Skripal e da filha, em 2018. Apesar de a Alemanha e outros países acusarem as autoridades russas doc rime, o Kremlin nega qualquer tipo de envolvimento no sucedido, que depois o líder da oposição em coma induzido.