Internacional

Há mais de 20 dias sem casos, China homenageia cientistas

Zhong Nansh, especialista em doenças respiratórias, alertou o país para “não baixar a guarda”.

Depois de ter sido o local de origem e epicentro da pandemia gerada pela covid-19, a China está atualmente sem registar casos há 25 dias seguidos.

Esta “vitória” gerou celebrações por parte do governo, homenageando o principal médico especialista em doenças respiratórias da China, Zhong Nanshan, distinguido pelo Presidente chinês, Xi Jinping.

A cerimónia, onde o médico anunciou que o país “derrotou o surto atual”, realizou-se na terça-feira. Contudo, Nahsan acrescentou que o país não pode baixar a guarda, defendeu a cooperação médica internacional e enfatizou a necessidade de uma maior contribuição da China para a saúde global.

Durante as celebrações, no Grande Palácio do Povo, em Pequim, Jinping discursou sobre a boa resposta da China a esta inesperada pandemia. “A covid-19 apanhou-nos a todos de surpresa”, disse, referindo ainda as medidas tomadas pelo seu país desde o início da pandemia, a fim de conter a propagação.

O Presidente chinês lembrou que o país é “a primeira grande economia a retornar o crescimento económico” e mencionou a contribuição do país asiático na partilha de equipamento de proteção e conhecimento científico com o resto do mundo.

Xi Jinping voltou a defender que a China comunicou o mais rápido possível o surto à OMS e defendeu que ainda há trabalho a ser feito: “Uma vitória completa exige esforço contínuo.”

Zhong ficou conhecido em 2003 pela sua contribuição para a luta contra a SARS, síndrome respiratória aguda grave, que atingiu então a China.

Durante a cerimónia três outros especialistas, além de Zhong, receberam a medalha e título Heróis do Povo. Dezenas de funcionários da saúde também receberam títulos honorários do Partido Comunista Chinês.

Desde o início da pandemia, a China registou 85.146 infetados e 4.634 mortos devido à covid-19 e todos os casos ativos no país foram diagnosticados entre viajantes oriundos do exterior, conhecidos como casos “importados”.