Internacional

Funcionário de loja de roupa filmou várias mulheres no provador durante pelo menos um ano

Caso aconteceu no Brasil e só foi descoberto depois de uma jovem denunciar recementemente o sucedido.


Um funcionário de uma loja de roupa é suspeito de filmar, há pelo menos um ano, mulheres no provador do estabelecimento, num centro comercial em Sorocaba, São Paulo, no Brasil.

Segundo o site G1, o homem confessou à polícia o crime e disse que filmou oito mulheres no provador. O telemóvel do suspeito já foi apreendido e vai ser alvo de perícias.

O caso tornou-se conhecido depois de uma jovem denunciar, nas redes sociais, que usava o provador de uma loja quando reparou que estava a ser filmada por um funcionário que posicionou o telemóvel por baixo da porta. Depois de chamar o gerente da loja, a jovem, Isabelle Pacheco, que estava acompanhada pelo pai, chamou também a Policia Militar.

Em entrevista ao G1, Isabelle contou que, apesar de ter chamado a polícia não se sentiu auxiliada, uma vez que foi orientada a registar a queixa numa esquadra e o telemóvel usado pelo funcionário não foi apreendido na altura.

A jovem conta que o responsável pela loja pegou no telemóvel do homem e mostrou a galeria vazia, mas esta alega que na área das imagens apagadas estava pelo menos 30 vídeos de várias mulheres, gravados em diferentes ocasiões.

 “Tinha o rosto da pessoa e ela trocando de roupa. Mas não apreenderam o celular dele. Lamento dizer, mas a polícia se omitiu”, disse, acrescentado que acabou por fazer queixa numa esquadra.

 “Ao mesmo tempo em que a gente acaba se sentindo exposto, perdemos nossa privacidade. É justiça, não só para mim, mas para outras mulheres. Quero que a justiça seja feita e que ele pague pelo que fez”, afirmou.

O caso está a ser investigado. O homem prestou declarações à polícia, esta quarta-feira, e o telemóvel foi apreendido no mesmo dia, para tentar recuperar os ficheiros que foram apagados.

A loja disse lamentar o sucedido e afirmou que repudia com veemência todo e qualquer ato de desrespeito e de ofensa à privacidade. "A pessoa citada já não faz mais parte do quadro de colaboradores da empresa", informou.