Sociedade

PRO.VAR apela às câmaras municipais que autorizem esplanadas cobertas

A associação enviou ainda ao Governo um pedido do reforço da fiscalização aos estabelecimentos de restauração e sugeriu que se crie a figura de “mordomo” para administrar, em cada estabelecimento, todo o processo de segurança no âmbito da pandemia.

A Associação Nacional de Restaurantes (PRO.VAR) enviou pedidos de carácter urgente às 308 câmaras municipais portuguesas para que seja permitida a utilização de esplanadas cobertas. A associação enviou ainda ao Governo um pedido do reforço da fiscalização aos estabelecimentos de restauração e sugeriu que se crie a figura de “mordomo” para administrar, em cada estabelecimento, todo o processo de segurança no âmbito da pandemia.

O regresso do inverno no atual contexto acrescenta, segundo a PRO.VAR, “problemas ao setor da restauração”, tendo em conta “o crescimento do número de infetados e o impedimento do uso das esplanadas, por questões climatéricas”, coloca “todo um setor sobre grande pressão”. “De modo a permitir que a restauração continue a operar em segurança e possa ter alguma viabilidade, pedimos às câmaras municipais que autorizem a cobertura de esplanadas, diminuindo assim o risco de incumprimento por parte dos clientes e restauradores”, refere a associação em comunicado.

Por outro lado, a PRO.VAR sugeriu ao Governo que fosse criada a figura de “mordomo” responsável por administrar todo o processo relacionado com a segurança no âmbito da covid-19, implementado e vigiando os procedimentos e regras da Direção Geral de Saúde. “Sugerimos a criação no selo Clean & Safe 2.0 que para além das regras já existentes, fosse exigido a cada estabelecimento aderente que fosse designado um responsável (mordomo) para garantir o cumprimento de todo o processo de segurança”, lê-se na nota.

A associação defende que o colaborador com essa responsabilidade possa ter uma remuneração complementar ao seu salário, adequada à responsabilidade, com duração de pelo menos seis meses e que essa verba seja elegível no novo Adaptar 2.0 que já se encontra em vigor.