Brilhante ou Frustrante?

Gestão de equipas

É também claro que uma boa gestão de uma qualquer equipa implica mais do que simples mistura de indivíduos. Esta implica uma boa gestão emocional de todos os envolvidos, uma colaboração construtiva dos contributos individuais e o incentivo ao desenvolvimento da liderança por parte de todos. Infelizmente, em determinadas circunstâncias, a diversidade é vista como uma barreira e não um catalisador.

A disponibilidade geral de recursos para cada qualquer pessoa ou agregado familiar depende tanto da quantidade absoluta existente ou produzida de um produto ou serviço quanto do aproveitamento desses mesmos recursos. Por outras palavras, não é sustentável alimentar burros com pão de ló. A gestão de uma equipa é semelhante: o desempenho do coletivo depende do aproveitamento do individual.

Normalmente, o objetivo de um coletivo visa a resolução de problemas ou desafios que dificilmente seriam ultrapassados através de um esforço individual. Consequente, para que o coletivo seja eficiente, é imprescindível promover-se as sinergias que se podem formar entre a diversidade de competências dos seus elementos.

Não é pouco comum, na formação livre de grupos de trabalho, as pessoas aglomerarem-se mediante a proximidade afetiva ou semelhança dos métodos e postura perante as tarefas. Nada de errado existe nessa abordagem. Contudo, defendo que a diversidade é, provavelmente o fator diferenciador entre um equipa mediana e uma excelente. Podemos observar este fenómeno na natureza quando uma praga surge no seio de uma comunidade vegetal: na ausência de variedade genética, principalmente devido à forma como se reproduzem e multiplicam, se uma praga for capaz de extinguir um, é capaz de extinguir todos e a extinção da comunidade é uma realidade provável. O mesmo não acontece quando existe diversidade, e o mesmo aplica-se aos grupos: perante desafios que ameacem o sucesso do coletivo, a diversidade de competências, personalidades e posturas oferece a possibilidade de ultrapassar as barreiras com relativa facilidade e manter o grupo em movimento em direção à meta.

É também claro que uma boa gestão de uma qualquer equipa implica mais do que simples mistura de indivíduos. Esta implica uma boa gestão emocional de todos os envolvidos, uma colaboração construtiva dos contributos individuais e o incentivo ao desenvolvimento da liderança por parte de todos. Infelizmente, em determinadas circunstâncias, a diversidade é vista como uma barreira e não um catalisador.

Uma vez consciente das suas capacidades, uma equipa requer um bom alinhamento de ações com o alvo. Extrair-se o melhor que se possa, mesmo do pouco que se tenha, envolve inevitavelmente uma boa definição dos pequenos objetivos que gradualmente nos aproximam do prémio, mas também uma boa determinação das funções e contributos de cada uma das partes. Estou certo de que o leitor compreenderá que é tão importante a determinação do lugar de cada um tanto quanto é crucial saber que a faca é o melhor instrumento para cortar um bife. Pode tentar-se a mesma proeza com uma colher, mas a tarefa será mais desgastante, demorada e pouco eficiente.

Em última instância, um bom gestor de si próprio é um bom gestor de uma equipa. Saber que tarefas concentrar ou delegar é determinante para o máximo aproveitamento do melhor que cada um tem para oferecer. Podem assim esperar-se bons resultados, uma equipa motivada e o céu como limite.