Economia

Galp volta a suspender a produção de combustíveis na refinaria de Matosinhos

A Galp esclarece ainda que a refinaria de Matosinhos continuará a produzir Óleos Base e de Aromáticos, como habitualmente - à semelhança do que aconteceu na paragem anterior.

A Galp voltou a suspender a produção de combustíveis na refinaria de Leça da Palmeira, em Matosinhos, devido às “condições no mercado nacional e internacional”, decorrentes do impacto da pandemia de covid-19, confirmou à Lusa fonte oficial.

“As condições no mercado nacional e internacional, em grande parte decorrentes dos impactos provocados pela pandemia de covid-19, forçaram a Galp a avançar com um ajustamento operacional planeado do seu sistema refinador”, adianta a mesma fonte da companhia.

Segundo a empresa, "este ajustamento envolve a suspensão temporária, desde 10 de outubro, da produção de combustíveis na refinaria de Matosinhos, sem impacto nos colaboradores da Galp afetos a essa atividade”.

A notícia, avançada pelo jornal Público, na terça-feira, adianta que terá sido dada informação aos trabalhadores de que se trata de uma paragem até janeiro.

A Galp esclarece ainda que a refinaria de Matosinhos continuará a produzir Óleos Base e de Aromáticos, como habitualmente - à semelhança do que aconteceu na paragem anterior.

A petrolífera garante ainda “um nível adequado” de abastecimento do mercado nacional, assegurando as “necessidades dos portugueses, das empresas e das unidades industriais”, através dos ‘stocks’ existentes em Matosinhos, bem como pela produção que se mantém na Refinaria de Sines.

A unidade de combustíveis da refinaria de Matosinhos tinha retomado a atividade em 19 de julho, depois da suspensão em abril face à impossibilidade de escoar a produção devido à quebra da procura durante o confinamento.

As medidas de confinamento e de paralisação da maioria das atividades económicas levaram a partir de março a uma queda da procura de produtos petrolíferos (e sobretudo de jet-fuel, utilizado na aviação), o que obrigou a diminuir a oferta, devido à capacidade limitada de armazenagem destes produtos.