Ministério Público recorre da absolvição de Manuel Maria Carrilho

O arguido foi absolvido pela terceira vez na quarta-feira no caso de alegada violência doméstica contra a ex-mulher, Bárbara Guimarães.

O Ministério Público (MP) publicou uma nota esta quinta-feira na página da Comarca de Lisboa a anunciar que vai recorrer da sentença proferida na quarta-feira que absolveu Manuel Maria Carrilho do crime de violência doméstica,do qual era suspeito, contra Bárbara Guimarães.

 “O Ministério Público, por não concordar com o teor da sentença, vai interpor recurso da mesma”, menciona a nota.

Esta quarta-feira, o Juízo Local Criminal de Lisboa decidiu julgar a acusação deduzida pelo MP improcedente por não provada e a acusação particular parcialmente procedente por parcialmente provada, ou seja, desta forma, o tribunal acabou por absolver o arguido de 22 crimes de difamação e um de violência doméstica contra a ex-mulher, apresentadora de televisão Bárbara Guimarães.

No entanto, o arguido foi condenado a pagar uma multa de 900 euros pela prática de um crime de difamação e 3.000 euros à assistente de uma indemnização, a título de danos não patrimoniais. Para dar cumprimento ao acórdão do Tribunal da Relação de Lisboa de 25 de junho, a sentença surge no âmbito de uma nova audiência realizada pelo Tribunal Criminal de Lisboa.

Esta é a terceira vez que o antigo ministro da Cultura é absolvido no mesmo processo – a primeira absolvição aconteceu a 17 de dezembro de 2017 e a segunda a 15 de março do ano passado.

Nesta última data, o Juízo Criminal de Lisboa decidiu não alterar a decisão de absolver Manuel Maria Carrilho, depois da reabertura do julgamento por causa de um lapso de datas: em causa estava uma alegada ameaça de morte do arguido a Barbará Guimarães. “A decisão mantém-se absolutamente inalterada”, afirmou a juíza Joana Ferrer, na leitura da sentença proferida.

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