Economia

Coronavírus provoca quebra de 70% no turismo internacional entre janeiro e agosto

Organização Mundial do Turismo não prevê recuperação antes do final de 2021.

O turismo internacional sofreu uma quebra de 70% nos primeiros oito meses do ano em relação ao mesmo período do ano anterior devido à pandemia de coronavírus. Esta conclusão foi avançada, esta terça-feira, pela Organização Mundial do Turismo (OMT/UNWTO), que constitui uma agência especializada das Nações Unidas e um fórum global para o debate das questões da política de turismo.

Naquilo que diz respeito aos meses de verão, foram contabilizados -81% de turistas em julho e -79% em agosto. A agência, com sede em Madrid, adiantou igualmente que esta redução representa 700 milhões de chegadas a menos e uma perda de 730 mil milhões de dólares - isto é, aproximadamente 617 mil milhões de euros - para o setor turístico mundial. Em comunicado, a OMT, que aborda temas como a competitividade, a sustentabilidade, a redução da pobreza ou a cooperação, explicou que esta perda é "oito vezes maior do que a registada após a crise financeira mundial de 2009".

Relativamente às regiões mais afetadas, a da Ásia-Pácifico é aquela que ocupa o primeiro lugar da lista (-79%), de seguida África e o Médio Oriente (-69%), a Europa (-68%) e o continente americano (-65%). Ainda que a descida neste setor tenha sido menos acentuada na Europa, -72% em julho e -68% em agosto, respetivamente, a OMT esclareceu que a "recuperação foi de curta duração, dado que foram, entretanto, adotadas novas restrições a viagens num contexto de aumento dos contágios".

No balanço do ano de 2020, a OMT indica que haverá um recuo de 70% das chegadas de viajantes em relação ao ano passado e não prevê uma recuperação antes do final de 2021. Porém, 20% dos peritos questionados por esta agência concordam que esta recuperação acontecerá "apenas em 2022".

Na ótica da OMT, a regressão no panorama do turismo deve-se aos seguintes fatores: lentidão na contenção do vírus, falta de uma resposta coordenada dos diferentes países para desenvolvimento de protocolos comuns e a deterioração do contexto económico. Recorde-se que, no ano passado, o turismo mundial havia registado um crescimento de 4%.

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