Economia

Confederação do turismo rejeita novo confinamento e pede reforço do SNS

“As empresas do turismo estão em grandes dificuldades e não têm capacidade para resistir a mais um período de encerramento", garantiu Francisco Calheiros.

A Confederação do Turismo de Portugal rejeitou hoje a possibilidade de um novo confinamento total e pediu ao Governo que reforce a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde e preste especial atenção aos grupos mais vulneráveis da população.

Esta foi a posição assumida pela confederação na sequência das novas medidas de combate à pandemia da covid-19, anunciadas pelo Governo após o último Conselho de Ministros, realizado no sábado.

A Confederação do Turismo de Portugal (CTP) considerou que um confinamento total, à semelhança do que aconteceu em março e abril, “terá efeitos dramáticos para a economia nacional e, em particular, para a atividade turística que vive uma das maiores crises de que há memória em Portugal”.

“As empresas do turismo estão em grandes dificuldades e não têm capacidade para resistir a mais um período de encerramento. Muitas estão já em situação irrecuperável, de pré-falência e de despedimentos. Há áreas de atividade que nem chegaram a reabrir. Voltar a um estado de confinamento total é colocar o país em risco de bancarrota económica”, afirmou o presidente da CTP, Francisco Calheiros na mesma nota.

A CTP reiterou a sua preocupação com a crise de saúde pública vivida no país e apelou para que o Governo reforce a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com mais recursos humanos e financeiros, e que esteja particularmente atento aos grupos mais vulneráveis da população.

“Os surtos que dispararam em muitos lares e residências para seniores não podem repetir-se. O Estado tem de garantir proteção à população”, afirmou Francisco Calheiros.

O líder da CTP considerou ainda essencial “aumentar a consciencialização das pessoas para o uso da máscara, para a higienização frequente das mãos e para o distanciamento social”.