Politica

IL pressiona Governo no caso do jovem português preso em Hong Kong e denuncia novas detenções

Cotrim Figueiredo denunciou no twitter que os deputados pró-democracia de Hong Kong, com quem estava em comunicação, foram também detidos.

O deputado único do Iniciativa Liberal continua a ver com preocupação a situação do estudante com passaporte português, residente em Hong Kong, que foi detido ilegalmente em setembro pelo regime comunista chinês, tendo na altura pedido esclarecimentos ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Mas a preocupação de João Cotrim Figueiredo parece agora ter aumentado, pois os deputados pró-democracia com quem o partido estava em contacto sobre o jovem português foram detidos.

Foi o próprio deputado que denunciou a situação no Twitter: “os políticos de Hong Kong com quem o Iniciativa Liberal estava a estabelecer ligação para saber mais sobre a situação do português detido ilegalmente pelo regime comunista chinês foram também detidos”.

Cotrim Figueiredo quer agora pressionar o Governo português a lidar com a situação e defende a tomada de posição contra o regime, como a suspensão do acordo de extradição com Hong Kong, a não-assinatura de mais acordos com o regime comunista chinês e a inclusão desta temática na presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, a partir de janeiro de 2021.

Por último, também no Twitter, deixa uma questão dirigida a Augusto Santos Silva: “O Ministro dos Negócios Estrangeiros Santos Silva vai continuar calado?”.

Já em setembro, na altura da detenção do jovem, o presidente do Iniciativa Liberal exigia ação da tutela, alegando que Tsz Lun Kok era um cidadão português e que “o facto de residir noutro país não pode servir de justificação para que o Estado Português se demita de exigir para este jovem um tratamento digno, com garantias de defesa e de um processo penal justo".

Recorde-se que desde março de 2019 que a região de Hong Kong tem sido palco de centenas de protestos contra o regime da China, que resultaram em pelo menos duas mortes, tendo mais de 10 mil pessoas sido detidas.