Brigadas rápidas já foram ativadas 124 vezes nos lares

Há mais de 4 mil idosos infetados em lares. No pico de abril eram 2.500.

O número de idosos infetados em lares disparou nas últimas semanas. A DGS revelou ao i que no início desta semana estavam infetados 4.114 idosos residentes em lares. O balanço já não era feito desde outubro, quando havia 1.400 casos sinalizados em lares. No pico da epidemia em abril, segundo revelaram depois as autoridades, no momento em que os lares foram mais atingidos havia 2.500 utentes infetados.

Apesar do agravamento, a situação dos lares não mereceu qualquer análise específica na última reunião de peritos no Infarmed. Desde então, o Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças já alertou para o aumento da mortalidade em lares e para a vulnerabilidade em especial de idosos com demência. O ECDC recomendou a testagem regular de funcionários de estruturas residenciais para idosos, nomeadamente em zonas de transmissão comunitária da doença.

A última indicação da DGS sobre os lares foi de que, junto com a Segurança Social, vai haver uma testagem sequencional de utentes – em abril, todos os idosos institucionalizados foram rastreados. Não houve, no entanto, uma avaliação mais alargada sobre a situação nos lares, onde esta semana estavam sinalizados 182 surtos, menos do que o pico de 365 surtos que chegaram a ser identificados na primeira vaga, quando houve rastreio em todas as regiões.

O Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que tutela os lares, remeteu dados sobre o impacto da epidemia nas instituições para a DGS e indicou ao SOL que as brigadas de intervenção rápida criadas para atuar em situações de emergência – quando há insuficiência dos recursos humanos para manutenção dos serviços e cuidados aos utentes – foram ativadas desde 1 de outubro, quando entraram em vigor, em 124 ocasiões.