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Opinião. Kidon, Beer Sheva/Cesareia: como a unidade especial da Mossad tornou a nossa vida mais segura

O mundo está indubitavelmente mais seguro hoje do que há quatro anos – o terrorismo islâmico radical está mais debilitado do que nunca  e a teocracia iraniana (que se assumiu como o promotor/financiador-mor dos atos de terror à escala planetária) já só sobrevive.


O mundo deve um agradecimento profundo e sincero à liderança global dos EUA, durante a Presidência de Donald J. Trump (2016-2024, esperemos, no fim do processo eleitoral, que ainda corre) – e à coragem, à resiliência e ao sentido de Paz e força espiritual das soldadas e soldados de Israel. Quer nas estruturas militares, quer nas estruturas de intelligence.

 O mundo está indubitavelmente mais seguro hoje do que há quatro anos – o terrorismo islâmico radical está mais debilitado do que nunca  e a teocracia iraniana (que se assumiu como o promotor/financiador-mor dos atos de terror à escala planetária) já só sobrevive.

Rasteja desesperadamente à procura de meios e formas para sobreviver à tona, que o mesmo é dizer, para continuar a oprimir o fantástico povo iraniano, dando a aparência exterior de força. Será o povo iraniano a decretar a derradeira fatwa aos corruptos e assassinos Ayatollahs.

Dito isto, os dois golpes mais recentes na jugular do regime teocrático corrupto-assassino iraniano foram o assassino de duas figuras que gozavam de maior proteção oficial pelas autoridades de Teerão: nos últimos dias, o mentor do programa nuclear iraniano, Mohsen Fakhizadeh, que estava desenvolvendo, clandestinamente para contornar as limitações do Acordo internacional mais fraudulento e perigoso de sempre vulgarmente designado “Iran Deal” (thank you, Obama, esse grande Deus da  pseudo-intelectualidade internacional) , foi derrubado perenemente, a bem de todos nós, por agentes iranianos (utilizando informações disponibilizadas por agências de intelligence de várias proveniências).

Um outro caso, que não mereceu estranhamente o destaque que merece, prende-se com a eliminação do número dois da Al-Qaeda, Al-Masri, e sua filha, casada com Hanza-Bin Laden, filho de Osama Bin-Laden (e que deixou de nos preocupar recentemente, graças à ação decisiva de uma unidade de “counter-terrorism” dos EUA, sob a liderança do Presidente Trump) .

Al-Masri era o líder de facto da Al-Qaeda, ainda controlando várias células da organização terrorista, utilizando meios e beneficiando da proteção do regime teocrático de Teerão. Já a sua filha preparava-se para assumir a liderança de grupo terrorista, manejando informação que lhe era cedida pelos serviços militares dos Ayatollahs e fazendo a ligação entre grupos extremistas sunitas (como é o caso da Al-Qaeda) e o terrorismo islâmico xiita, liderado pelo Irão.

Segundo M.R., uma das mais experientes agentes ainda no ativo da Mossad, esta operação de Shalom (de PAZ) – que aumenta a nossa segurança coletiva - foi executada pelos serviços de intelligence israelitas. Mais concretamente por uma unidade especial, que só intervém em operações altamente complexas, conhecida como “Kidon”(baioneta, em hebraico).

 Esta unidade é composta – apenas para dar às leitoras e aos leitores uma ideia geral desta realidade – por ativos que frequentemente não têm passaporte israelita, mas apenas passaporte estrangeiro (isto para dar uma margem de manobra superior, alargando as possibilidades de atuação reais do agente no terreno, sem a preocupação adicional de a ligação a Israel ser descoberta pelos inimigos do mundo livre…).Cesarea never sleeps. Ninguém sabe quem compõe esta unidade especial, incorrendo sobre os agentes um especial dever de reserva – só o Diretor-Geral da Mossad (neste momento, o genial e ainda com notável futuro à sua frente, Yossi Cohen) conhece quem integra a Kidon.

Naturalmente, todos os agentes têm que ser sionistas incondicionais, com elevada preparação espiritual, psicológica e capacidades humanas (o que abrange méritos intelectuais – não necessariamente habilitações académicas). A unidade especial Kidon intervém em operações de eliminação de terroristas especialmente perigosos, em apoio a operações militares delicadas, em operações de sabotagem de inimigos – quer, portanto, em operações convencionais, quer em operações não convencionais (evoque-se que hodiernamente, o paradigma bélico alterou-se: a regra é o recurso a meios não convencionais, como a guerra cibernética e a guerra de informação, sendo a exceção o confronto militar declarado). Por vezes, a unidade Kidon é referida como “Cesareia”.

Feito o enquadramento antecedente, pergunta-se: como foi possível o Instituto realizar a operação de derrube de Al-Masri, em pleno coração do Irão, num bairro histórico de Teerão? Pois bem, na verdade, o alvo fora observado, ininterruptamente, durante quatro anos pelos serviços de Israel, através de informadores do topo de autoridades iranianas de segurança (não vamos identificar aqui sequer que autoridades são estas, por razões de segurança, até porque ainda serão úteis no futuro…).

O que é curioso é que as autoridades iranianas – muito zelosas nos dois primeiros anos relativamente à segurança de Al-Masri- se desleixaram posteriormente, afetando agentes pouco experientes para a segurança do número dois da Al-Qaeda em plena Teerão, permitindo que ele agisse em roda-livre.

 Percebemos: o regime teocrático dos Ayatollahs está caindo de podre, tendo, portanto, outro tipo de preocupações. Daí que, em pleno coração do Irão, Israel e os EUA tiveram acesso a um nível de informação muito amplo, detalhado ao mais ínfimo pormenor (até de questões íntimas..) – e a todas as rotinas de Al-Masri.

Com esta particularidade, que revela o amadorismo das autoridades de segurança iranianas: a matrícula do Renault (note-se: Renault, carro francês…não é por acaso…) ao serviço do terrorista Al-Masri foi alterada quatro vezes (uma vez por ano) por motivos de segurança, só que esta alteração era registada, sendo que a informação circulava livremente….em nome de Al-Masri!

Por último, na histeria alimentada pelos media e pelos políticos do Kumbaya “democrático”, não foi prestada a devida atenção à viagem do Secretário Mike Pompeo a Paris.

 Nesta deslocação, Secretário Pompeo informou as autoridades francesas que algo se iria passar no Médio Oriente, muito relevante e com implicações duradouras na segurança regional e global – sem nunca revelar do que se tratava e sem nunca mencionar o Irão.

Mike Pompeo, de forma subliminar e deveras inteligente (Secretário Pompeo é um dos políticos mais brilhantes que já tivemos, o que mostra o elevado nível da Administração Trump, ao contrário do que dizem os papagaios das televisões, que nem sequer sabem do que falam…) passou a informação ao seu homólogo francês que os EUA sabem exatamente as informações que Paris tem passado, discretamente, a Teerão, em troca de transações comerciais com certas pessoas…Desenvolveremos este ponto em próxima oportunidade.

Duas notas adicionais: observe-se que os países muçulmanos não reagiram à morte de Al-Masri, preferindo o silêncio e não entrando naquelas habituais e gastas tiradas anti-Israel e anti-EUA (nem mesmo o Qatar); já o Príncipe saudita Mohammed Bin-Salman teve informação sobre o que iria suceder, através do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, manifestando o seu apoio entusiasticamente discreto – e discretamente entusiástico.

Enfim, a eliminação do terrorista Al-Masri, para bem de todos nós, foi possível, em termos eficazes e com sucesso, porque se concretizou um dos motes da Kidon, Beer Sheva/ Cesareia, que os inimigos (e os colaboracionistas dos inimigos de Yisrael) conhecem (e conhecerão) tão bem: atuar sempre com a serenidade e a calma das papoilas dos Montes Golã – tendo sempre a astúcia da serpente do Deserto do Negev.