Internacional

Mortes disparam no Brasil mas Bolsonaro decidiu celebrar "finalzinho de pandemia"

Declarações do chefe de Estado foram replicadas na imprensa brasileira gerando polémica, uma vez que o país vive um dos piores dias no que à pandemia diz respeito.


Jair Bolsonaro voltou a fazer uma declaração polémica. Numa altura em que as mortes associadas à covid-19 continuam a disparar no Brasil, com o número de óbitos a aproximar-se de 180 mil, o Presidente brasileiro decidiu dizer que se vive o fim da pandemia.

"Me permite falar um pouco do Governo, que ainda estamos vivendo o finalzinho de pandemia. O nosso governo, levando-se em conta outros países do mundo, foi aquele que melhor se saiu, ou um dos que melhores se saíram na pandemia", disse Bolsonaro, esta quinta-feira, durante a inauguração do eixo central da nova ponte sobre o Rio Guaíba, em Porto Alegre.

Dados divulgados poucas horas antes do discurso do chefe de Estado brasileiro mostravam que dos 27 estados do Brasil, 22 enfrentam esta quinta-feira um recorde no número de contágios e de mortes associadas à doença.

"Devemos levar tranquilidade à população e não o caos. O que aconteceu no início da pandemia não leva à nada. Lamentamos as mortes profundamente e assim sendo, vamos vencendo obstáculos", acrescentou ainda.

De realçar que o Brasil é o segundo país do mundo com maior número de mortes por covid-19, apenas atrás dos Estados Unidos, e o terceiro em número de infetados, depois dos Estados Unidos e da Índia.