Opiniao

Opinião. Acordo histórico de Shalom entre Israel e Marrocos: o que significa e como se conseguiu este milagre político que nasceu em Lisboa?

Não deixa de ser uma tristemente engraçada ironia do destino que o Acordo histórico de Shalom entre Israel e Marrocos seja anunciado na semana em que o Governo português providenciou um passeio amigável e discreto aos Ayatollahs em Portugal…Será esta uma triste sina de Portugal?


O Presidente Trump é o Presidente da Paz. Mais um feito histórico: os EUA, sob a liderança da atual Administração, medeiam, com sucesso singular, o Acordo de Shalom entre Israel e Marrocos, confirmando o que nós antecipámos aqui neste espaço no SOL, no passado dia 16 de Setembro.

Reiterando o que aí afirmámos, este Acordo histórico de Shalom nasceu aqui entre nós: precisamente na cidade de Lisboa, há um ano, aquando da visita do brilhante Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, e do sempre vitorioso Primeiro-Ministro, Benjamin Netanyahu, ao nosso país. Com muita prudência, sentido tático e estratégico, inteligência à prova (literalmente e metaforicamente) de bala, foi possível consumar reunião entre os altos titulares de cargos políticos norte-americano e israelita – com um Alto Representante do Rei de Marrocos, que se encontrava expressamente mandatado, por determinação e vontade régia, a negociar a retoma das relações cordiais e amistosas entre Israel e Marrocos. Sabia-se então que a maioria da própria Liga Árabe tinha como prioridade incentivar, senão mesmo forçar, a celebração de um Acordo de Shalom entre Israel e Marrocos.

 Isto porque percebe-se a infiltração crescente do Irão e seus subrogantes (não por acaso, com o alto patrocínio do Governo Português, uma delegação do Irão dos Ayatollahs ainda se encontra no nosso país, procurando investimentos estratégicos nesta região do globo, para unir as suas posições em Portugal ao Norte de África) em Marrocos, como em regiões estratégicas de todo o continente africano. Para mais detalhes, remetemos para o artigo publicado aqui no SOL a 16 de Setembro – e que o Presidente Trump, ontem, finalmente, confirmou, graças ao seu génio diplomático e bom senso a decifrar as relações humanas (que o mesmo é dizer, as relações políticas).

Posto isto, convém referir que se tratou de mais um acordo de Shalom articulado entre o Primeiro-Ministro e o líder da Mossad, com um notável futuro pela frente, Yossi Cohen: a questão política foi reforçada pela garantia de que as questões de intelligence e de segurança não seriam (não serão) prejudicadas; as questões de intelligence e de segurança foram (serão) reforçadas pela garantia de maior paz e estabilidade política. Tudo foi avaliado, ao mais ínfimo pormenor, pelos serviços de inteligência de Israel – esta é, ao fim e ao cabo, um trabalho de political intelligence, que exponencia as possibilidades reais da ação diplomática.

O Presidente Trump, por seu turno, desempenhou aqui um papel crucial – a intervenção do Presidente Trump foi requerida pelo próprio Rei de Marrocos como mediador pessoal entre o seu Reino e Israel. Como sinal da sua gratidão pelo papel do Presidente Trump neste feito histórico, o Rei de Marrocos acordou com os EUA a ampliação da Base da Rota para o Saara Ocidental, até como baluarte de defesa de Marrocos contra a Frente Polisário (que, recorde-se, é financiada pelos comunistas chineses e pelos  Ayatollahs iranianos).

Por outro lado, é importante notar que o Rei de Marrocos solicitou ajuda financeira aos Emirados Árabes Unidos: note-se que estes têm interesses políticos estratégicos em Marrocos, precisamente para conter o crescimento do Irão (quer os Emirados Árabes Unidos, quer Marrocos são países sunitas, que conhecem os riscos do expansionismo do terrorismo xiita iraniano). Os Emirados Árabes Unidos vão, nestes termos, conceder tal ajuda financeira, permitindo que Marrocos reforce o seu equipamento militar, quer em quantidade, quer em qualidade. Eis, pois, a resposta de Marrocos ao apetrechamento militar da Frente Polisário, tornado possível pela ajuda do Partido Comunista Chinês aos “revolucionários”:  Marrocos irá assim dotar-se do melhor equipamento militar do mundo, fazendo compras, na área da Defesa, quer aos EUA (material de melhor qualidade, que os Chineses e os Iranianos nem sonham, proudly made in USA) e a Israel.

Por outro lado, Israel – com o seu sistema de defesa único e singular capacidade tecnológica – disponibilizará satélite que servirá de suporte a operações de intelligence e de segurança na luta do Reino de Marrocos contra a Frente Polisário. Importa, ainda, observar que Israel, historicamente, com períodos de maior expansão e outros de maior retração, sempre teve agências privadas de intelligence operando em Marrocos – na verdade, informalmente, o Rei de Marrocos sempre se aconselha com empresas privadas de segurança/intelligence de Israel (havendo mesmo judeus, mais ou menos encobertos a pedido do Rei, entre os conselheiros da Casa Real marroquina).

Em suma: trata-se de Acordo de Shalom em que todos ganham – e o Mundo fica mais seguro.

Os EUA irão reforçar a sua presença militar no Saara Ocidental, contendo e afastando os comunistas chineses de uma área que o Presidente Xi considera vital para a sua estratégia expansionista, para além de transmitirem o seu melhor equipamento militar, prodly made in USA, ao exército marroquino (o que irá inverter, novamente, a correlação de forças a favor do Reino de Marrocos, contra a Frente Polisário, apoiada pelo Irão e pela China Comunista).

Israel, por seu turno, vê, desta forma, a sua posição no mundo ainda mais reforçada, sendo a sua existência na sua Terra eterna, hoje, indiscutível – e ,nos próximos dias, serão anunciados largos investimentos na agro-indústria, que contribuirão para a expansão económica de Israel, aumentando as suas exportações de fruta, azeite e outros produtos alimentares para a Europa (em especial, para um dos seus mercados principais que é a Espanha). Por outro lado, ao proteger Marrocos com o seu satélite de defesa, Israel garante a sua e a nossa segurança coletiva contra o perigo do terrorismo radical dos Ayatollahs iranianos. Evoque-se que a Frente Polisário tem apoio declarado e funciona como siamês político da designada Palestina – ontem mesmo, a Representante diplomática da Autoridade Palestiniana em Madrid reuniu-se com a Representante diplomática da Frente Polisário em Espanha. Provavelmente, solicitarão ao Irão e à China Comunista uma forma de retaliação contra o Acordo de Shalom histórico entre Israel e Marrocos (por si só, nem Palestina, nem Frente Polisário têm força ou credibilidade para o fazer…).

Agora, muita atenção: veja-se como a Península Ibérica e o Norte de África são vitais para os projetos imperialistas de Chineses Comunistas e dos Ayatollahs iranianos para construir um “corredor China-Irão”, que mude o “centro do mundo” para Oriente. Daí que Chineses comunistas e Iranianos, sempre em articulação, apostem tanto em Portugal – consubstanciando, assim, uma ameaça incalculável para a nossa segurança nacional.

Não deixa de ser uma tristemente engraçada ironia do destino que o Acordo histórico de Shalom entre Israel e Marrocos seja anunciado na semana em que o Governo português providenciou um passeio amigável e discreto aos Ayatollahs em Portugal…Será esta uma triste sina de Portugal?

Parabéns a Israel. Parabéns ao Presidente Trump por mais este Acordo de Shalom que há cinco anos era considerado impossível…Como refere o Presidente Trump, “trata a palavra impossível como nada mais que motivação”.

Israel e os “EUA Americanista” são a prova viva de que os milagres acontecem mesmo…Que os Ayatollahs (por entre passeios por Lisboa, Sines , Cascais e um pouco mais a norte…) e os Chineses Comunistas NUNCA se esqueçam que este milagre histórico de Shalom entre Israel e Marrocos nasceu em Lisboa…