Economia

Novo Banco cria task-force para responder à comissão de inquérito, auditorias e TdC

"Projeto 31 de março" conta com mais de 40 colaboradores, liderada por António Ramalho.

O Novo Banco criou uma equipa especial com mais de 40 colaboradores, liderada pelo CEO, para poder responder com a máxima rapidez a todas as solicitações dos deputados da Comissão Parlamentar de Inquérito [CPI] ou quaisquer outras que surjam nos próximos meses.

"Este projeto denominado '31 de março' surge para dar resposta ao fluxo de documentação que se espera vir a ser solicitado, com o objetivo de assegurar a entrega atempada de todos os pedidos, quer à CPI, quer à auditoria especial pedida pela Assembleia da República - a cargo da auditora Deloitte - quer ao Fundo de Resolução e ao Tribunal de Contas, para evitar qualquer atraso à data de 31 de março, e assim permitir o cumprimento dos contratos e compromissos internacionais para a capitalização do banco", revela a instituição financeira, em cumicado.

O CEO do Novo Banco, António Ramalho, liderara a equipa do projeto, com a participação dos administradores executivos Mark Bourke (CFO), Rui Fontes (CRO) e Luisa Soares da Silva (CCLO), envolvendo ainda responsáveis de diferentes áreas de 12 departamento.

"O Novo Banco acredita que esta sobreposição de auditorias e inquéritos constitui uma oportunidade para encerrar de vez as polémicas artificiais criadas durante o ano de 2020, permitindo divulgar em total transparência os diversos contratos firmados em 2017. Tais documentos darão a conhecer à opinião pública os detalhes do plano de restruturação que tem vindo a ser cumprido de forma atempada pelo Novo Banco e pela sua liderança".

E lembra que irá permitir "divulgar publicamente a totalidade das operações que não puderem ser suficientemente explicitadas nas sessões da comissão Parlamentar de Inquérito, esclarecendo todas as questões.

O Novo Banco espera que a documentação solicitada pela Comissão Parlamentar de Inquérito e pelas auditorias em causa possam ultrapassar o milhão de páginas e estima um custo superior a 3,25 milhões de euros com esta operação.