Economia

Restauração. Pro.var pede mudança de estratégia ao Governo

Associação Nacional de Restaurantes diz que Natal e passagem de ano foram “para esquecer”.

A Associação Nacional de Restaurantes, a Pro.var, defende que a estratégia adotada pelo Governo no que diz respeito à redução dos horários e encerramento dos estabelecimentos da restauração “tem efeitos nulos no combate à pandemia e graves consequências económicas para o setor”.

Em comunicado, Daniel Serra, presidente da associação, diz que o Natal e a passagem d ano foram “para esquecer, com 90% e 80%, respetivamente, de estabelecimentos encerrados”. Mesmo nos que optaram por abrir, diz, “a lotação não excedeu os 50%, que já por si é reduzida”.

Face às perdas avultadas para o setor, a Pro.var pede mudança de estratégia, alertando o Governo “que além dos efeitos trágicos para o setor, são agora os próprios clientes que se insurgem contra as medidas”, garantindo que “atualmente é frequente assistir-se aos sinais de descontentamento dos clientes à porta dos restaurantes”.

“A Pro.var deseja que neste novo ano o Governo altere a estratégia de restrições e pede mais fiscalização e fortes penalizações para quem não cumprir com as regras de segurança. Outro desejo prende-se com os apoios, esperando que o Governo aprove”, lê-se no comunicado assinado por Daniel Serra.

Entre os apoios estão um programa Apoiar 2.0 “para cobrir parte dos custos fixos no último trimestre, que se estimam ser de 1,4 mil milhões de euros, resultado de 70% de perda homóloga no valor de 2 mil milhões de euros”, e ainda a isenção a 100% da TSU, o aumento no apoio às rendas em valor e em prazo e a redução do IVA da restauração “para permitir uma recuperação mais célere”.