Sociedade

GNR apreende 83 barbatanas de tubarão no Porto de Pesca de Sesimbra

GNR explica que a prática da remoção das barbatanas de tubarões “consiste em remover as barbatanas dos tubarões e devolver a parte restante do corpo ao mar, onde o animal acaba por se afundar, sangrando até à morte ou sufocando”.

A GNR apreendeu esta quarta-feira 83 barbatanas de tubarão, no Porto de Pesca de Sesimbra.

Em comunicado, esta quarta-feira, a força de segurança revela que a apreensão da Unidade de Controlo Costeiro, através do Subdestacamento de Controlo Costeiro de Setúbal, ocorreu no âmbito da fiscalização dirigida às atividades de pesca profissional.

“Os militares da Guarda, ao fiscalizarem uma embarcação direcionada a pesca do espadarte, detetaram no interior do porão um total de 83 barbatanas de tubarão e 21 quilos de tubarão esfolado e esviscerado. Por ser proibido remover as barbatanas dos tubarões a bordo dos navios e manter a bordo, transbordar ou desembarcá-las, foram identificados o Mestre da Embarcação e a empresa responsável da embarcação. Foi ainda elaborado o respetivo auto de contraordenação, cuja coima pode atingir 25 000 euros”, lê-se.

O pescado foi entregue no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA, I. P.), para exame de avaliação e determinação de espécies.

A GNR explica que a prática da remoção das barbatanas de tubarões “consiste em remover as barbatanas dos tubarões e devolver a parte restante do corpo ao mar, onde o animal acaba por se afundar, sangrando até à morte ou sufocando”. Esta prática contribui para a mortalidade excessiva dos tubarões e, deste modo, diminui abruptamente o número de unidades populacionais da espécie, ameaçando a sua sustentabilidade futura.

“A União Europeia (UE) é um dos maiores exportadores de barbatanas e uma importante plataforma de trânsito para o comércio mundial de barbatanas, apesar da proibição de remoção das barbatanas a bordo dos navios da UE e nas águas da UE, e da obrigação de desembarque dos tubarões com as barbatanas unidas ao corpo”, aponta a força de segurança.

“A GNR concorre diariamente para o esforço de acabar com o comércio de barbatanas na UE, incluindo a importação, a exportação e o trânsito de barbatanas que não se encontrem naturalmente unidas ao corpo do animal”, remata.

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