Sociedade

Surto com cinco mortos e 50 casos ativos no hospital de Torres Vedras

No centro hospitalar estão 17 doentes e seis profissionais de saúde infetados, enquanto os restantes estão a recuperar em casa. Os primeiros casos do surto surgiram na véspera do Natal. 

O número de infetados com covid-19 no hospital de Torres Vedras aumentou para 57, assinalando-se ainda cinco mortes e dois recuperados, explicou fonte oficial da Câmara Municipal, que citou dados do delegado de saúde.

Os 57 casos de infeção abrangem utentes que foram contagiados quando estiveram internados no centro hospitalar por outras doenças, mas que estão a recuperar em casa. Os primeiros casos do surto surgiram na véspera do Natal. 

Dentro do hospital estão infetados 17 doentes e seis profissionais de saúde, esclareceu Elsa Baião, presidente do conselho de administração do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) à agência Lusa. No total, foram testados 131 profissionais de saúde e 76 doentes dos serviços associados ao surto em Torres Vedras.

Devido ao surto, os doentes de outros serviços estão a ser reencaminhados para outras unidades de urgências para evitar a sobrelotação atual de doentes no hospital de Torres Vedras.

Contudo, também estão a ser reencaminhados infetados que precisam de internamento hospitalar, por terem esgotado as 23 camas existentes na ala de internamento. O CHO engloba os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência nas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã, e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra. Estes concelhos dividem-se entre os distritos de Lisboa e Leiria.

"Como temos os serviços e a capacidade de internamento sobrelotada e estamos também a fazer a desinfeção dos espaços por causa do surto, não conseguimos receber doentes que chegam de ambulância de emergência e que são reencaminhados por via do Centro de Orientação de Doentes Urgentes", explicou a administradora do CHO.

Não há um prazo para voltar a receber os doentes urgentes. Elsa Baião afirmou que este problema será resolvido à medida que sejam dadas altas aos pacientes de internamento.

O centro hospitalar diz que está a obedecer todas as regras impostas pela autoridade da saúde, especificamente a transferência dos doentes infetados para espaços de internamento dedicados à covid-19 e a desinfeção do hospital.