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Marcelo renova estado de emergência e alerta: "A pandemia continua a ir mais depressa do que a vacinação"

Chefe de Estado refere que existe muita incerteza em relação ao verdadeiro impacto do Natal e do Ano Novo e recorda que os especialistas só serão ouvidos no dia 12.


O Presidente da República renovou, por um período de oito dias, o estado de emergência, no âmbito da pandemia de covid-19. Marcelo destacou que só após a reunião com os especialistas do Infarmed se poderão tomar mais medidas e antecipou que esta pode não ser a última renovação.

Recorde-se que esta renovação, contrariamente ao que tem acontecido, terá a duração de oito dias e não de 15. A mesma terá efeitos a partir das 00h00 desta sexta-feira, 08 de janeiro, até às 23h59 de 15 de janeiro.

Numa nota publicada esta quarta-feira no site oficial da Presidência da República, Marcelo justifica a renovação mais curta com os seguintes fundamentos:

“1.º Escassos são ainda os dados que possam ser relacionados com o período decorrido entre 23 e 27 de dezembro, ou seja, o período de alívio de medidas pelo Natal, bem como do período seguinte, de Ano Novo, embora os números mais recentes sejam muito preocupantes, demonstrando a imperiosidade das medidas de emergência; 2.º Só no dia 12 serão ouvidos os especialistas acerca dessa matéria e projeções da sua evolução imediata; 3.º Não obstante, os números de casos e de mortos nos últimos dias impõe uma cuidadosa contenção, ou seja, permanência por uma semana do regime em vigor, até que, entre o dia 12 e o dia 13, se possa decidir acerca de eventual nova renovação, sua duração e conteúdo”, lê-se.

O chefe de Estado lembra que é “vontade” de todos que o estado de emergência “cesse logo que não seja estritamente necessário”, nomeadamente pela esperança trazida pelo início da vacinação, contudo, frisa que “a pandemia continua, ainda, a ir mais depressa do que a vacinação”, o que explica os “sacrifícios” que continuam a ser pedidos à população.