Internacional

"Vão para casa. Precisamos de ter paz, lei e ordem", apelou Donald Trump

Após ter apelado aos apoiantes que invadissem o Capitólio, o ex-presidente dos EUA recuou.


Num vídeo previamente gravado e publicado, esta quarta-feira, no Twitter, Donald Trump apelou aos seus apoiantes, que estão a participar na Invasão ao Capitólio, que interrompam a escalada de violência. "Vão para casa. Eu amo-vos. São muito especiais. Eu conheço a vossa dor, sei que estão feridos. Tivemos uma eleição que nos foi roubada. Uma eleição esmagadora, e todos sabem disso, especialmente, do outro lado", avançou o ex-presidente dos EUA. "Mas têm de ir para casa agora. Precisamos de ter paz, lei e ordem. Temos que respeitar o nosso grande pessoal da lei e da ordem ”, postou Trump no Twitter.

“Não queremos que ninguém se magoe. É um período muito difícil. Nunca houve um tempo como este, em que tal coisa acontecesse, onde eles [democratas] pudessem tirar isso de todos nós. De mim, de si, de nosso país. Esta foi uma eleição fraudulenta, mas não podemos jogar a favor dessas pessoas. Precisamos de ter paz. Então, vão para casa. Nós vemos aquilo que acontece, vocês também veem a forma como os outros são tratados e eles [democratas] são tão maus e tão maus. Eu sei como vocês se sentem", declarou o antigo dirigente após Joe Biden, recém-eleito para o cargo de maior poder do país, ter exigido que Trump convocasse o seu Executivo para acabar com aquilo que denominou de um "ataque sem precedentes" à democracia quando uma multidão furiosa invadiu o Capitólio, contribuindo para o atraso da certificação formal dos votos referentes às eleições de novembro de 2020.

“Peço ao presidente Trump que vá à televisão nacional agora para cumprir o seu juramento e defender a Constituição e exigir o fim deste cerco”, disse Biden em breves comentários, numa tentativa de conter a anarquia incentivada por Trump que havia alimentado a revolta dos militantes republicanos com uma retórica distorcida poucas horas antes. Consequentemente, o presidente eleito denunciou a recusa de Trump em aceitar graciosamente a derrota e sugeriu que o mesmo era o culpado pelo clima de violência vivido no edifício que representa o poder legislativo da nação. “Na melhor das hipóteses, as palavras de um presidente podem inspirar. Na pior das hipóteses, podem incitar”, avançou Biden, concluindo que "isto não é dissidência. É desordem. É plano. Deve acabar agora", afirmou, acrescentando: "Peço a esta multidão que recue e permita que o trabalho da democracia avance".