Economia

TAP inicia ronda de negociações com comissão de trabalhadores e sindicatos

Numa mensagem assinada pelo presidente do Conselho de Administração, Miguel Frasquilho, e pelo presidente da Comissão Executiva, Ramiro Sequeira, lê-se que a administração”endereçou, durante a semana passada, comunicações às estruturas representativas dos trabalhadores, convidando as mesmas a participar em processos de diálogo social neste início de ano. 


A administração da TAP comunicou aos trabalhadores que iniciou esta quinta-feira uma ronda de negociações com os sindicatos, sinalizando estar para breve a publicação da declaração da empresa em situação económica difícil, um passo “essencial” no processo de reestruturação.

Numa mensagem assinada pelo presidente do Conselho de Administração, Miguel Frasquilho, e pelo presidente da Comissão Executiva, Ramiro Sequeira, lê-se que a administração”endereçou, durante a semana passada, comunicações às estruturas representativas dos trabalhadores, convidando as mesmas a participar em processos de diálogo social neste início de ano. Nestas reuniões, que se iniciarão hoje mesmo [quinta-feira], a administração da TAP e o Governo da República estarão lado a lado para estabelecer o diálogo acima referido”.

O documento refere ainda que está prestes “tornar-se oficial e efetiva, a declaração de a TAP, S.A., da Portugália, S.A. e da Cateringpor, S.A. estarem em situação económica difícil”, o que acontecerá após publicação em Diário da República. “A declaração das empresas em situação económica difícil é instrumental para a sobrevivência e sustentabilidade do Grupo TAP, atenta a imperiosa necessidade de redução significativa dos respetivos custos e das necessidades de caixa, além de que contribuirá igualmente para a preservação de muitos postos de trabalho, num contexto em que, também, os concorrentes da TAP estão a implementar severos programas de restruturação e de ajustamento de quadro de pessoal”, referem os dirigentes.

Segundo Miguel Frasquilho e Ramiro Sequeira este passo é ainda fundamental para que a Comissão Europeia possa aprovar o plano de recuperação que a empresa apresentou no passado dia 10 de dezembro – e que permite viabilizar o empréstimo do Estado que permitirá salvar a companhia aérea da falência.

“Cumprida esta etapa, e no pressuposto essencial de que o plano de reestruturação obterá aprovação das competentes autoridades europeias, a administração da TAP estará em melhores condições para, de forma aberta, empenhada e construtiva, entabular um diálogo com as estruturas representativas dos trabalhadores, designadamente com a Comissão de Trabalhadores e com os Sindicatos”, lê-se na nota.

Com estes encontros, os responsáveis apostam “num clima de paz e serenidade sociais” e que possam ser “construídas soluções de curto, médio e longo prazo, que contribuam para a sustentabilidade do grupo TAP”. “Estamos convencidos de que o plano de reestruturação apresentado, que agora, com o envolvimento da Comissão de Trabalhadores e dos Sindicatos, deverá ter uma definição concreta e o correspondente plano de implementação, permitirá o gradual e progressivo reequilíbrio económico-financeiro do grupo TAP e, dessa forma, assegurará a sua sobrevivência sustentável”, referem.