Politica

Líder do CDS sonda Cristas para autárquicas

Francisco Rodrigues dos Santos ouve personalidades do partido. Já Rui Rio assume em exclusivo os processos de Lisboa e do Porto.

O CDS está a afinar a estratégia para as eleições autárquicas e Francisco Rodrigues dos Santos tenciona ouvir antigos dirigentes e personalidades democratas-cristãos para o combate eleitoral autárquico. Assunção Cristas, sua antecessora na liderança do partido, está na lista até porque continua a cumprir o seu mandato de vereadora na Câmara de Lisboa.


A própria tem dito que este ainda não é o tempo de se debater o tema das autárquicas, mas, em todo o caso, Rodrigues dos Santos tenciona ouvi-la. E desse encontro sairá um convite para Assunção Cristas se recandidatar à Câmara de Lisboa? Francisco Rodrigues dos Santos respondeu ao Nascer ao SOL que irá cumprir o que disse no último conselho nacional dos centristas antes do Natal, ou seja: «Vou conversar com várias personalidades, no sentido de convocar todos para estarem ao serviço do partido, contribuindo para a sua afirmação externa e trabalhando para vencer os desafios que tem pela frente, nomeadamente e a sua disponibilidade em trabalhar em prol do CDS, já nas próximas autárquicas».  Ou seja, são sondagens para avaliar várias possibilidades.


Ora, nesta fase, antes de se alinharem estratégias de coligação com o PSD para as eleições autárquicas, é prematuro estar a avançar com decisões em algumas câmaras. Entretanto, de acordo com informações recolhidas pelo Nascer do SOL, a comissão permanente do PSD decidiu, na passada quinta-feira, que os dossiês autárquicos para as duas maiores câmaras do país, Lisboa e Porto, ficam exclusivamente nas mãos do presidente do PSD, Rui Rio, seja o calendário, o cenário de coligações, seja a escolha de nomes.

A decisão já foi remetida para as distritais de Lisboa e do Porto, as únicas que ainda não tinham reunido formalmente com a direção para avançar com o processo sobre as autárquicas.
Esta semana, recorde-se, Rui Rio considerou que as eleições autárquicas «são muito importantes para o futuro do PSD e do regime em Portugal». 


O presidente do PSD defendeu que «o que está em causa» é tentar vencer câmaras importantes como «Lisboa, Porto» ou «Gaia», mas «o mais importante» é reforçar «fortemente a implantação» do partido. Ou seja, o líder social-democrata assumiu como meta recuperar as duas maiores autárquias ao PS (Lisboa) e a Rui Moreira (no Porto).