Economia

No 4.º trimestre, novembro terá sido o mês mais negativo para a economia

No entanto “os indicadores de confiança dos consumidores e de clima económico aumentaram em dezembro face ao mês anterior”, revela o Instituto Nacional de Estatística.


Novembro do ano passado, altura que foi reintroduzido no país o estado de emergência, Portugal registou o pior mês de recuperação desde maio. Os dados foram anunciados esta quarta-feira na síntese económica de conjuntura do Instituto Nacional de Estatística (INE) que revela ainda que dezembro trouxe uma melhoria na recuperação.

“A informação disponível para novembro e dezembro revela uma interrupção da recuperação parcial da atividade económica observada desde maio”, diz o gabinete de estatística, acrescentando que, no entanto, “os indicadores de confiança dos consumidores e de clima económico aumentaram em dezembro face ao mês anterior”. Esta foi a altura em que o Governo aligeirou as medidas devido ao Natal.

“Os indicadores de confiança dos consumidores e de clima económico aumentaram em dezembro face ao mês anterior”, diz o INE, acrescentando que “o mesmo sucedeu com os indicadores de confiança na indústria transformadora, na construção e obras públicas e, de forma ligeira, no comércio”.

O INE diz ainda montante global de levantamentos nacionais, de pagamentos de serviços e de compras em terminais de pagamento automático na rede multibanco registou, em termos homólogos, quebras de 11,8% e 7,8% em novembro e dezembro.

Já as vendas de veículos automóveis registaram descidas de 19,6% nos automóveis ligeiros de passageiros, 19,1% nos comerciais ligeiros e 15,7% nos veículos pesados.

De acordo com as estimativas mensais do inquérito ao emprego, a taxa de desemprego (15 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, fixou-se nos 7,2% no mês de novembro, uma quebra de 0,3 pontos percentuais face a outubro.

O gabinete de estatística revela ainda que a taxa de subutilização do trabalho situou-se em 14%, menos 0,9 p.p. que no mês anterior, e que a estimativa da população empregada (15 a 74 anos), também ajustada de sazonalidade, diminuiu 0,9% em termos homólogos. No entanto, aumentou 0,6% face ao mês anterior.

No ano passado, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) registou uma variação média anual nula (0,3% em 2019) e uma variação homóloga de -0,2% em novembro e dezembro.