Sociedade

137 estabelecimentos comerciais foram encerrados pelas autoridades nos últimos dois meses

Recentemente, são muitos os estabelecimentos que têm sido encerrados tanto pela PSP como pela GNR, principalmente bares.

Desde 24 de novembro até 14 janeiro deste ano, um dia antes de voltar a vigorar o novo estado de emergência em Portugal, foram encerrados 137 estabelecimentos comerciais por não estarem a cumprir as normas impostas pelo Governo devido à pandemia de covid-19, revelou ao i o Ministério da Administração Interna. E desde o início da pandemia, em março do ano passado, foram encerrados 3417 estabelecimentos e suspensa a atividade de outros 243.

Recentemente, são muitos aqueles que têm sido encerrados tanto pela PSP como pela GNR, principalmente bares. Na sexta-feira, a PSP encontrou mais de 20 pessoas escondidas no sótão de um bar, em Ovar, no distrito de Aveiro. O estabelecimento encontrava-se a funcionar com a porta fechada e cortinados corridos, mas as autoridades conseguiram perceber que estavam pessoas no interior – situação semelhante aconteceu no dia 8 de janeiro, em que a PSP de Ovar travou uma festa de aniversário num bar da cidade.

Já no dia de eleições presidenciais, no domingo, a GNR de Cucujães, em Oliveira de Azeméis, fechou portas a um estabelecimento em que se encontravam 30 clientes a consumir bebidas.

Na rua, há também quem seja abordado pela polícia frequentemente, principalmente jovens que até obrigam as autoridades a deslocar-se ao local... três vezes. No dia 14 de janeiro, dezenas de jovens cantavam e dançavam, sem máscara, em plena Ponte dos Botirões, em Aveiro. A PSP foi chamada ao local em três ocasiões, entre as 23h00 e a 01h00, de acordo com o Comando Distrital de Aveiro. Nas três situações ninguém foi identificado, com os jovens a serem apenas dispersados, sem registo de incidentes.

Atualmente, quem desrespeitar as regras de confinamento ou as ordens das autoridades policiais durante o estado de emergência fica sujeito a coimas que podem agora chegar aos 200 a 1000 euros para pessoas singulares e aos 2000 a 20 mil euros para pessoas coletivas.