Economia

Receitas da Vodafone Portugal crescem 0,6% para os 277 milhões no terceiro trimestre fiscal

No comunicado de apresentação de resultados entre outubro e dezembro de 2020, Mário Vaz deixa também críticas ao lelião para o lançamento da rede 5G em Portugal. "Tempos cinzentos para o futuro deste setor”, diz o CEO da Vodafone Portugal.


As receitas da Vodafone Portugal cresceram, em termos homólogos, 0,6% para os 277 milhões de euros durante o terceiro trimestre fiscal terminado em dezembro de 2020.

A operadora admite que, entre outubro e dezembro, a operação “continuou a ser impactada pela pandemia covid-19”, mas, ainda assim, “o principal indicador de negócio – receitas de serviços – mostrou-se resiliente face à conjuntura desafiante que atravessamos”. “Destaque para o segmento fixo que manteve um impulso comercial significativo durante o terceiro trimestre do ano fiscal 2020-2021”, indica a Vodafone Portugal em comunicado.

As receitas de serviços mantiveram-se praticamente estáveis em -0,1% face ao período homólogo e comparativamente com o trimestre anterior (crescendo, neste caso, +0,3%), atingindo 247 milhões de euros. “Esta evolução foi fortemente impactada pelo recuo das receitas de roaming, dos visitors e da venda de cartões pré-pago no trimestre findo em dezembro face ao mesmo período do ano anterior, fruto dos efeitos da crise pandémica. A receita total cresceu 0,6% atingindo 277 milhões de euros”, lê-se  na nota.

A Vodafone Portugal destaca ainda que “continua a reforçar o seu papel de liderança na vanguarda da oferta de televisão” no país, com a base de clientes de TV por subscrição a ter crescido 10,7%, face ao período homólogo, para 735 mil. No segmento móvel, o número de clientes totais fixou-se em cerca de 4,54 milhões (-4,4% em comparação com o ano passado).

“Mais do que destacar resultados financeiros ou operacionais, gostaria de realçar que este foi mais um trimestre em que nos focámos em garantir, em benefício dos nossos clientes, a resiliência das nossas redes móvel e fixa de última geração, mediante um acompanhamento constante da evolução dos volumes de utilização e implementação de planos de reforço sempre que necessários. Esforços e enfoque alcançados graças à dedicação de uma equipa de milhares de pessoas a trabalhar de forma remota e condicionada pela prioridade máxima de garantia de segurança sanitária”, afirma Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal.

Leilão do 5G: “tempos cinzentos”. No comunicado de apresentação de resultados, Mário Vaz deixa também críticas ao lelião para o lançamento da rede 5G em Portugal.

O CEO da Vodafone Portugal recorda que este trimestre ficou “igualmente marcado pelo início do leilão do 5G, tecnologia que sempre identificámos como oportunidade única para a aceleração do desenvolvimento do país”, mas lamentou a forma como o processo tem vindo a ser conduzido. “Infelizmente fica registado como um momento de litigância e de pronúncio de tempos cinzentos para o futuro deste setor”, afirma Mário Vaz no comunicado divulgado à comunicação social.