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Estudo afirma que primeira dose da vacina AstraZeneca reduz 67% a transmissão do vírus

Além desta informação, o estudo indica que as pessoas não só ficam mais protegidas do vírus, como também são menos capazes de contagiar a outras, informa a agência France-Presse.

De acordo com os ensaios clínicos analisados pela Universidade de Oxford, a vacina contra a covid-19 da farmacêutica AstraZeneca reduz em cerca de 67% a transmissão do vírus logo com a primeira dose.

O estudo da Universidade de Oxford foi anunciado esta quarta-feira, porém precisa de ser avaliado por cientistas independentes antes de ser publicado.

Além desta informação, o estudo indica que as pessoas não só ficam protegidas do vírus, como também são menos capazes de contagiar a outras, informa a agência France-Presse.

O responsável pelo estudo, Andrew Pollard, afirmou, esta quarta-feira, à BBC que esta vacina pode causar um “grande impacto” na transmissão, devido ao facto de os ensaios clínicos terem sido realizados antes do aparecimento das variantes mais infecciosas da covid-19.

Segundo o estudo, a primeira dose revela uma eficácia de 67% contra infeções, que se mantém durante três meses. Depois passa para os 82% com a toma da segunda dose.

Assim, esta análise suporta a estratégia do Governo do Reino Unido de vacinar mais pessoas com a primeira dose, tendo decidido adiar a segunda até 12 semanas.

"Isto apoia categoricamente a estratégia que estamos a desenvolver", sublinhou o ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, à BBC.

Para Boris Johnson, o estudo "mostra ao mundo que a vacina de Oxford está a funcionar bem". De momento, estão a ser usadas duas vacinas contra a covid-19 na população britânica, a da AstraZeneca/Oxford e a da Pfizer/BioNTech, às quais se juntará a da Moderna nos próximos meses.

Ao contrário do Reino Unido, a França e a Alemanha não recomendam a vacina da AstraZeneca para pessoas com mais de 65 anos, ainda que a Agência Europeia do Medicamento a tenha aprovado para todos os que têm mais de 18 anos.

O secretário de Estado francês para os Assuntos Europeus, Clément Beaune, pensa que o Reino Unido "está a assumir muitos riscos", porque apostou apenas numa única vacina e ainda alargou os prazos entre as duas injeções, "algo que os especialistas desaconselham".

O número de pessoas vacinadas no Reino Unido está a aumentar, tendo praticamente 9,7 milhões tomado a primeira dose e e 500 mil a segunda.