Internacional

Há mais vacinados do que pessoas infetadas com covid-19 no mundo, segundo estudo

De acordo com o estudo Our World in Data, foram administradas, no total, 104,9 milhões de doses de vacina no mundo. 

Neste momento, já há mais pessoas vacinadas do que infetados com covid-19 no mundo, revela o estudo Our World in Data da Universidade de Oxford, esta quarta-feira. Apesar da rápida administração, ainda não é certo quanto tempo será preciso para vacinar o mundo.

Segundo os dados mais recentes dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA e da base de dados do estudo Our World in Data, foram administradas, no total, 104,9 milhões de doses de vacina, ultrapassando o total acumulado de 104,1 milhões de casos positivos por covid-19, segundo a base de dados global da agência Reuters.

A covid-19 continua a espalhar-se e a crescer em 44 países, sendo que já retirou a vida de pelo menos 2,26 milhões de pessoas no mundo.

Com o aparecimento de novas variantes da SARS-coV-2, ficou à vista dos especialistas a necessidade de vacinar o maior número possível num curto tempo. O Global Health Innovation Center da Universidade Duke nos Estados Unidos confirma a compra mundial de 7,7 mil milhões de doses, ao mesmo tempo que outras 5 mil milhões estão em fase de negociação ou reservadas.

O país que já injetou mais doses da vacina contra a covid-19 é o Israel, tendo administrado completamente – as duas doses - em cerca de 28% da população, de acordo com a Our World in Data.

Nesta terça-feira, o Diretor Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu uma maior cooperação entre as nações para alcançar a vacinação mundial numa escala necessária para decrescer a carga viral do vírus em todos os países, e não apenas em alguns, de modo a acabar de vez com a pandemia.

"Permitir que a maioria da população mundial não seja vacinada não apenas perpetuará doenças desnecessárias, mortes e a dor de bloqueios contínuos, mas também gerará novas mutações do vírus à medida que covid-19 continua a espalhar-se entre populações desprotegidas", disse o diretor geral da OMS à revista Foreign Policy.