Economia

BPI. Lucro cai 68% para 104,8 milhões em 2020

Na atividade em Portugal, o BPI obteve 84,3 milhões de euros em resultado líquido recorrente. Já o contributo das participações minoritárias no BFA e BCI foi de 38,6 mihões de euros.

O BPI registou uma quebra de lucros de 61% para os 151 milhões de euros em 2020. A instituição financeira justifica esta quebra com “imparidades de crédito líquidas, incluindo imparidades não alocadas de 97 milhões para prevenir potenciais impactos da pandemia”.

Na atividade em Portugal, o BPI obteve 84,3 milhões de euros em resultado líquido recorrente. Já o contributo das participações minoritárias no BFA e BCI foi de 38,6 milhões de euros.

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados do banco, o presidente executivo João Pedro Oliveira e Costa disse que a “grande parte” dos resultados é explicada pelas imparidades e também pela descida acentuada dos contributos do BFA de Angola e do BCI de Moçambique, ainda assim, destacou “o forte dinamismo na atividade comercial bancária, num contexto adverso e de dimensão inédita”.

Os depósitos de clientes registaram uma subida de 13%, o que representa um crescimento de 2994 milhões de euros em 2020. O banco explica que estes que ultrapassam os 26 mil milhões de euros, representam 70% do ativo e constituem a principal fonte de financiamento do balanço.

Os recursos totais de clientes cresceram 7,6%, totalizando 36 989 milhões de euros no final de 2020. Também a carteira total de crédito a clientes (bruto) aumentou 1314 milhões de euros face a dezembro de 2019 (+5.4% yoy), para 25 695 euros crescendo em todos os segmentos de crédito a particulares e a empresas. Por sua vez vez, a carteira de crédito a empresas cresceu 5,9% para  mais de 10 mil milhões. 

Moratórias

No final do terceiro trimestre de 2020, o BPI tinha 108,6 mil contratos de crédito abrangidos pelas moratórias, correspondente a um valor de crédito total de 6.127 milhões de euros.

Em relação às linhas de crédito, “o BPI recebeu cerca de 8400 candidaturas às linhas de crédito de apoio público covid-19 correspondentes a 722 milhões de euros”, contratado pelo banco ou em análise pelas sociedades de garantia mútua.

De acordo com a instituição liderada por João Pedro Oliveira e Costa, existiam no final do ano 2909 milhões de euros de linhas de crédito disponíveis para utilização imediata pelas empresas.

Menos balcões e agências

A instituição financeira perdeu no final do ano passado 218 trabalhadores e 55 agências de atendimento ao público face a 2019, num processo natural “sem nenhum programa por detrás definido”, de acordo com o presidente executivo do banco.
Quanto a agências, no total o BPI terminou o ano com 422, das quais 360 balcões (menos 46 que em 2019), 27 centros ‘premier’ (menos nove que em 2019), mantendo um balcão móvel e 34 centros de empresa e institucionais face ao ano anterior.

De acordo com João Pedro Oliveira e Costa, as mudanças ocorrem “sem nenhum programa por detrás definido”, acrescentando que a instituição financeira “tem mantido uma disponibilidade para o diálogo com os colaboradores que pretendem que a sua vida profissional tenha outro rumo”.