Economia

Taxa de desemprego sobe para 6,8% em 2020

Valor divulgado pelo INE está abaixo das previsões do Governo, Conselho de Finanças Públicas e Banco de Portugal.


No ano passado, a taxa de desemprego foi 6,8%, um crescimento de 3 pontos percentuais face ao ano anterior. Os dados, divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, estão abaixo das previsões do Governo (8,7%), do Conselho de Finanças Públicas (10%) e ainda do Banco de Portugal (7,2%).

 Segundo o gabinete de estatística, em 2020, a população empregada foi estimada em 4 814,1 mil pessoas e diminuiu 2% (99,0 mil) em relação ao ano transato. Já a população desempregada, 350,9 mil pessoas, aumentou 3,4% (11,4 mil) em relação àquele período.

Já a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 13,9%, 1,2 pontos percentuais acima do ano anterior. No entanto, é preciso ter em conta – como já vários economistas alertaram – que medidas para a manutenção dos postos de trabalho como é o caso do layoff podem estar a mascarar os números.

Já no que diz respeito ao último trimestre do ano, a taxe de desemprego foi estimada em 7,1%, valor inferior em 0,7 pontos percentuais face ao trimestre anterior e superior em 0,4 pontos percentuais em relação ao trimestre homólogo de 2019.

Ainda em relação aos últimos três meses do ano, a população empregada, 4 859,5 mil pessoas, aumentou 1,2% (59,6 mil) por comparação com o trimestre anterior, mas diminuiu 1,0% (48,1 mil) em relação ao homólogo.

Simultaneamente, a população empregada ausente do trabalho na semana de referência diminuiu 47,8% (396,1 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 26,0% (89,4 mil) relativamente ao 4.º trimestre de 2019.

Da mesma forma foi observada um acréscimo trimestral de 8,5% e uma redução homóloga de 6,6% do volume de horas efetivamente trabalhadas. A transição do desemprego para o emprego (30,4%) foi a mais elevada da série iniciada em 2011.

Diz o INE, a população desempregada, estimada em 373,2 mil pessoas, diminuiu 7,7% (30,9 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 5,9% (20,8 mil) relativamente ao 4.º trimestre de 2019.

A subutilização do trabalho abrangeu 750,3 mil pessoas, tendo diminuído 7,8% (63,4 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentado 10,7% (72,3 mil) em relação ao homólogo.