Economia

Ministro garante apoios "pelo tempo que for necessário"

Para Siza Vieira faz sentido “proteger” a TAP como ativo.

O ministro de Estado e da Economia considera que o último ano foi de “altos e baixos” tanto na crise sanitária como económica e deixou a garantia que o Governo vai continuar a apoiar as empresas “pelo tempo que for necessário”. Siza Viera lembra que 2021 foi iniciado “com pressupostos que não são os melhores”, em declarações no Parlamento, apontando para o confinamento e para o atraso das vacinas. “Isso obriga a que restrições se prolonguem por mais tempo”, garantindo o prolongamento dos apoios “pelo tempo que for necessário”.

Em jeito de balanço dos últimos meses considera que “foi um ano bastante especial. Foi difícil para a comunidade nacional e para o mundo (...) foi um ano em que a primeira preocupação foi a reação à situação sanitária”. 

O governante referiu também que está “convicto” que “faz sentido” tentar proteger o ativo TAP desde que se assegure que a companhia aérea é uma “empresa viável” a médio e longo prazo. “Estou convencido, e o Governo partilha convictamente desta ideia, de que faz sentido tentarmos proteger este ativo desde que consigamos assegurar que a TAP é uma empresa viável a médio e longo prazo, e que encontra uma possibilidade de se sustentar e fazer recuperar o investimento que o Estado está a fazer”, afirmou o governante.

E afirmou que “há poucas empresas em Portugal que tenham um valor estratégico como a TAP tem, o setor do transporte aéreo é crítico para a economia portuguesa”.

Em relação às declarações ao New York Times ao afirmar que “as evidências da mobilidade no país mostram” que os portugueses “não respeitaram as restrições” no período das férias do Natal, disse apenas que a “última coisa que faria era culpar portugueses” ou “enjeitar responsabilidades” sobre o aumento de casos.