Economia

Pandemia leva à redução do consumo de energia

O confinamento provocou simultaneamente um aumento do consumo de energia do setor doméstico e uma redução significativa no consumo de energia nos setores dos serviços e dos transportes.

O ano 2020 ficou marcado por uma quebra generalizada da atividade económica em Portugal devido à pandemia, que conduziu não só a uma redução do consumo de energia, mas também a uma mudança dos padrões de consumo da população.

A adoção de medidas de combate à pandemia levou a uma alteração profunda nos hábitos de consumo de energia dos cidadãos e, neste contexto, o confinamento provocou simultaneamente um aumento do consumo de energia do setor doméstico e uma redução significativa no consumo de energia nos setores dos serviços e dos transportes - uma boa parte dos consumos de energia do setor dos serviços migrou para o setor residencial, e a quebra no consumo de combustíveis deveu-se sobretudo às medidas restritivas impostas à circulação rodoviária e aérea.

De acordo com as Estimativas Rápidas do Consumo Energético, da Direção Geral da Energia e Geologia (DGEG), entre março e dezembro de 2020, face ao período homólogo, o consumo de eletricidade aumentou 14,9% no setor doméstico e desceu 18,3% no setor dos serviços e 5,6% no setor da indústria. Sendo significativas estas variações do consumo de eletricidade, é importante salientar que no conjunto de toda a atividade económica, a qual se acrescem os consumos de energia elétrica referentes aos transportes ferroviários e à agricultura e pescas, o consumo de eletricidade do período em análise de 2020, terá diminuído em 3,8% face a 2019.

No caso do gás natural para o mesmo período em avaliação, face ao período homólogo, registou-se um aumento de 17,5% no setor doméstico e reduções de 20,3% e 9,0% nos setores dos serviços e indústria, respetivamente.

Relativamente ao setor dos transportes, na componente rodoviária verificou-se uma quebra 18,2% no gasóleo e de 21,1% nas gasolinas. Na aviação, a quebra foi bastante mais acentuada, de 70,9% no consumo de jet fuel.