Economia

Popular. Aumento de capital "irrelevante", diz BCE

Foram selecionados 186 subscritores, num total de 87 milhões de euros.

O BCE analisou um eventual financiamento a clientes do Banco Popular para participarem no aumento de capital do banco em 2016 – que permitiu encaixar 2500 milhões – para limpar ativos tóxicos, e detetou operações, mas de um montante (51 milhões) “irrelevante” e não representativo.

Foram selecionados 186 subscritores, num total de 87 milhões, depois da segmentação de clientes de acordo com o número de ações subscritas que identificou 58 milhões de financiamentos diretos para aquisição de ações, representativo de 66% da amostra revista, sendo o objetivo dos empréstimos financiar a compra de direitos de subscrição e ações, em muitos casos pelo valor exato.

Mas, depois de alguns mutuários venderem as suas ações alguns dias após o aumento de capital, o valor final passou de 58 milhões de euros para 51 milhões de euros, montante que para os técnicos da equipa de supervisão conjunta, citados pela agência Efe, "não parece significativo em termos quantitativos" e, acrescentam, "não é representativo questionar o aumento de capital por si só".

Os peritos concluíram que, para apurar se houve efetivamente um financiamento "generalizado" da aquisição de ações, seria necessário rever um conjunto de processos que abrangiam a maioria dos clientes que receberam financiamento desses 612 milhões de euros.