Sociedade

Índice de transmissibilidade entre 3 e 7 de fevereiro foi o mais baixo desde o início da covid

Portugal pode chegar já na próxima semana ou na seguinte ao patamar dos 2.000 casos diários – uma das linhas traçadas no Infarmed.

Índice de transmissibilidade entre 3 e 7 de fevereiro foi o mais baixo desde o início da covid

O balanço mais recente, divulgado pela DGS no domingo, relativo às 24 horas anteriores, dá conta de 1677 novos casos de covid-19 e 138 mortes associadas à doença. O país soma agora um total acumulado de 785 756 infetados e 15 321 vítimas mortais desde o início da pandemia.

O número de novos casos registado este domingo é o mais baixo desde o início do ano. Apenas a 26 de dezembro se tinham registado 1214 novos casos e a 27 de dezembro 1577 – altura em que, o número de testes realizados foi mais baixo do que o habitual. Antes disso, apenas a 20 de outubro, foi registado um número de novos casos tão reduzido, quando foram diagnosticados 1876 casos de infeção.

Dos 1677 novos casos, 708 foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo. Segue-se o Norte com 584 novos contágios, o Centro com 245, o Alentejo com 58 e o Algarve com 49. Na Madeira há mais 27 infetados e nos Açores mais seis.

Segundo o último relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus, entre 3 e 7 de fevereiro, situou-se em 0,73, o valor mais baixo de sempre no país, sendo de 0,68 na região Norte, 0,70 no Centro, 0,75 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 0,77 no Alentejo e 0,75 no Algarve. Isto é, mantendo-se esta tendência, Portugal pode chegar já na próxima semana ou na seguinte ao patamar dos 2.000 casos diários – uma das linhas traçadas no Infarmed.

Também o número de mortes é o mais baixo desde 11 de janeiro, data em que foram reportados mais 122 óbitos por covid-19 no país. Destes, 75 ocorreram em Lisboa e Vale do Tejo, 27 no Centro, 20 no Norte, 11 no Alentejo e cinco no Algarve. Nos arquipélagos não se registou qualquer morte associada à doença.

 

Redução contínua dos internamentos

Por outro lado, o número de internamentos desceu pelo sexto dia consecutivo, algo que não acontecia desde maio, quando os internados nos hospitais chegaram a baixar durante oito dias consecutivos.

Neste momento há 4826 doentes com covid-19 nos hospitais portugueses, menos 24 do que no sábado. Destes, 795, menos oito, estão em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). É de referir que o número de doentes em UCI não ficava abaixo dos 800 desde 28 de janeiro.

Em relação aos doentes recuperados, nas últimas 24 horas, mais 3791 pessoas foram dadas como recuperadas, atualizando o número total de pessoas que venceram a doença para 665 316.

 

Vacinação

O facto de António Costa ainda não ter sido vacinado tem sido alvo de críticas, depois de o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa ter recebido a primeira dose da vacina contra a covid-19, no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, na passada sexta-feira, assim como o presidente do parlamento Ferro Rodrigues. Apesar de primeiro-ministro ter estado presente no arranque do processo de vacinação de efetivos da GNR e da PSP, no Quartel de Conde de Lippe, na Ajuda, em Lisboa, garantiu que não sabia quando será vacinado, mas adiantou que quando for chamado lá estará “para dar o ombro à vacina”.

Uma situação que levou Ana Gomes a dizer que “só ainda mais absurdo populismo explica que António Costa ainda não tenha sido vacinado”.

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