Sociedade

Mais de 183 mil pessoas já consultaram as listas de vacinação no simulador

Das 183 mil pessoas que acederam ao simulador, 21 mil aproveitaram para atualizar os seus dados e contactos no portal e 323 utentes alertaram para a falta do seu número do SNS, deixando os seus dados para poderem ser processados futuramente.

A nova ferramenta digital do Serviço Nacional de Saúde (SNS) estreou-se no domingo e desde então mais de 183 mil pessoas já acederam ao simulador para consultar as listas de vacinação contra a covid-19 da primeira fase da vacinação que inclui cidadãos com mais de 80 anos ou entre os 50 e os 79 que tenham uma das quatro comorbidades assumidas como prioritárias para o SNS - insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal e doença respiratória crónica.

"O simulador é novo e é normal as pessoas quererem muito usá-lo" e "tem sido utilizado com bastante intensidade", salientou Luís Goes Pinheiro, presidente da SPMS – Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, à agência Lusa, acrescentando que das 183 mil pessoas, 21 mil aproveitaram para atualizar os seus dados e contactos no portal e 323 utentes alertaram para a falta do seu número do SNS, deixando os seus dados para poderem ser processados futuramente.

O presidente da SPMS admitiu que tem estado atento ao funcionamento do simulador e que “na medida do possível” está a tentar que esta “seja menos sensível ao erro da operação”.

"Nós estamos atentos aos erros que vão surgindo no sistema, muitos têm a ver com o facto de ser uma ferramenta nova, as pessoas não estão familiarizadas com a mesma e nem sempre a usam nas melhores condições", explica Luís Goes Pinheiro.

De acordo com o responsável, os utentes têm enviado relatos de problemas à SPMS sobre a utilização da ferramenta, “mas em número cada vez menor”.

"Isto significa que, por um lado, as pessoas vão aprendendo a lidar com a ferramenta e, por outro lado, também temos vindo desde domingo a tentar aperfeiçoá-la para a tornar o melhor possível e vamos continuar a fazê-lo", observou.

Assim, Luís Goes Pinheiro já pediu à ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias que divulgasse junto das juntas de freguesia do país toda a informação necessária sobre o simulador.

A medida servirá para "apoiar as pessoas que eventualmente sintam mais dificuldade, ou não tenham possibilidade de usar sistemas de informação em casa, para que possam dirigir-se às juntas de freguesia e, com o apoio destas, usar o simulador", explicou o responsável.

É de realçar que “nem toda a gente tem computador e é importante ter soluções para estas pessoas”, assinalou, para que sejam sinalizadas todas falhas encontradas no sistema.

"Também nos permite ir compreendendo as maiores dificuldades que as pessoas vão sentindo, para ir aperfeiçoando a ferramenta para a tornar o mais amigável possível", realçou Luís Goes Pinheiro.

Na segunda-feira, o responsável do SPMS disse que o “erro mais frequente” detetado pelo sistema está relacionado com as pessoas que têm bilhete de identidade em vez de cartão de cidadão, sendo este um problema de comunicação entre os sistemas de informação.

Com a ausência de uma “identificação absoluta” nos sistemas de informação, o presidente disse que a solução que já vai estar a decorrer dispensa a validação de todos os elementos do nome completo do cidadão, um dos requisitos do simulador.

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