Economia

EDP vai investir 24 mil milhões de euros na transição energética

Deste montante, 80% será investido em energias renováveis, revelou no seu plano estratégico para o período 2021-2025.

A EDP vai investir nos próximos quatro anos 24 mil milhões de euros na transição energética. A elétrica já revelou o seu plano estratégico para o período 2021-2025.

Deste montante, 80% será investido em energias renováveis, através de várias tecnologias - eólica, solar, hidrogénio verde e armazenamento de energia -, com o desenvolvimento de 4GW por ano e duplicando a capacidade solar e eólica da empresa até 2025. "Este novo plano vai abrir caminho para que a empresa se torne neutra em emissões de carbono até 2030", garante a empresa.

A estratégia assenta em três eixos estratégicos: crescimento acelerado e sustentável; organização com ADN de futuro, sustentada por um maior investimento em inovação e transformação digital; e retorno atrativo e excelência nos indicadores ESG (Environmental, Social and Governance.)

“Este plano é um compromisso forte e ambicioso da EDP e inclui uma aceleração sem precedentes do nosso crescimento em renováveis, suportado pela nossa história de sucesso. O desafio inédito que as alterações climáticas nos impõem requer uma mudança de mentalidade e de ambição e, acima de tudo, uma ação mensurável. Não se trata apenas de levar energia às comunidades, mas sim de contribuir para que estas comunidades possam ter vidas mais sustentáveis”, destaca Miguel Stilwell d’Andrade, CEO da EDP.

A elétrica garante que través de um crescimento acelerado e sustentável vai continuar a diversificar o seu portefólio de ativos, ao mesmo tempo que assegura um perfil de baixo risco: a empresa pretende investir 24 mil milhões de euros até 2025: 80% em energias renováveis, 15% em redes e 5% em soluções para clientes e para gestão de energia.

A EDP vai acelerar o seu investimento em energias renováveis na Europa e na América do Norte e pretende duplicar a capacidade instalada em energia eólica e solar nos próximos cinco anos, de 12GW para 25GW, o que representa uma média de 4GW adicionais por ano. Na geração solar descentralizada, a empresa pretende crescer 10 vezes a sua presença global.

"Esta ambição suportará os compromissos de deixar de produzir a partir do carvão em 2025 e de ser totalmente verde em 2030, antecipando em 20 anos a metas de ser uma empresa sem impacto nas emissões de carbono", acrescentando que o plano mantém o foco em investimentos que reforcem o cariz digital e inovador da EDP: serão investidos dois mil milhões de euros em inovação e na transformação digital até 2025, para fornecer novas soluções em hidrogénio, armazenamento de energia, redes inteligentes, comunidades de energia e mobilidade elétrica, e para reforçar a ligação de uma equipa já global, talentosa e flexível.

Os lucros da EDP subiram 56% para 801 milhões de euros, em 2020. A elétrica disse, esta quarta-feira, que este resultado  deve-se ao “crescimento da atividade de produção de energia renovável, que registou um aumento de 7% face a 2019, para os 47,3 TWh de produção eólica, hídrica e solar”.

O EBITDA do grupo (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu, no mesmo período, 3.950 milhões de euros, um aumento de 6% em relação a 2019.

De acordo com a empresa liderada por Miguel Stilwell de Andrade, a procura e preços de eletricidade no mercado de curto prazo, assim como a produção térmica, “apresentaram quedas significativas face a 2019”. Mas adianta que, em Portugal, a energia distribuída apresentou uma redução de 3%, penalizada, sobretudo, pela queda de consumo no segmento empresarial, em linha com a tendência observada em Espanha e no Brasil.