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Desconfinamento vai começar pelas escolas e plano será apresentado a 11 de março, afirmou Costa

O primeiro-ministro confirmou que a primeira medida a tomar será a reabertura das escolas, mas não adiantou qualquer data. Confinamento mantém-se sem qualquer alteração nos próximos 15 dias.

O primeiro-ministro adiantou, esta sexta-feira, que o confinamento se mantém sem qualquer alteração. António Costa falou ao país após a reunião do Conselho de Ministros desta tarde.

"Estamos melhor, mas longe de alcançar os números desejados", começou por dizer o primeiro-ministro, justificando assim a necessidade de manter as medidas "como estão".

"Não é ainda o tempo do desconfinamento", sublinhou Costa, admitindo, no entanto, que o país se encontra melhor, mas alertou para o facto de que "todas as melhorias são relativas". E apontou que o número de internados – um critério decisivo – ainda é extremamente elevado.

"Tudo recomenda, como disse ontem o PR, que adotemos a maior prudência", sublinhou o primeiro-ministro. "O que todos desejamos e em que estamos fortemente empenhados é que nos próximos 15 dias tenhamos mais avanços significativos para nos recolocarmos numa situação de segurança que nos permita fazer uma outra avaliação”, acrescentou, apontando para 11 de março a apresentação de um plano de desconfinamento "gradual".

"Tal como fizemos há um ano, será seguramente um plano gradual, que progressivamente irá abrangendo sucessivas atividades", adiantou, acrescentando que "tal como há um ano, será guiado por critérios que nos permitam ir medindo a evolução da pandemia".

"Neste momento estarmos a falar do plano de desconfinamento é distrair os cidadãos do essencial que é: temos que nos manter confinados nos próximos 15 dias", sublinhou o líder do Governo.

Sobre as escolas, Costa confirmou que será pela sua reabertura que começará o processo de desconfinamento, mas não avançou com qualquer data. “É natural que a primeira medida a tomar seja a reabertura das escolas”, reiterou.

O primeiro-ministro aproveitou ainda para alertar para o facto de ser necessário manter o sacrifício e o esforço, mesmo com melhorias na evolução epidemiológica da covid-19.

"Diria que neste momento vivemos numa fase perigosa", afirmou, justificando que pode criar-se a ilusão de que "o pior está totalmente passado e que não corremos o risco de regredir". É imperativo evitar "que tenhamos que andar para trás", sublinhou.

Costa reconheceu também, numa altura em que se assinala o primeiro diagnóstico confirmado (2 de março), que a incidência da doença excedeu as expectativas do Executivo. “Ninguém imaginava que vinha uma variante britânica", referiu.

Em relação ao processo de vacinação, o primeiro-ministro garantiu que este está a ser executado da melhor forma e que têm sido utilizadas todas as vacinas disponíveis. "Até ao final de março temos mais de 80% de pessoas com mais de 80 anos vacinados e mais de 50 anos com comorbilidades", afirmou.