Internacional

Casos de covid-19 em todo o mundo de novo a aumentar

Apesar de novo aumento de casos em todo o mundo, países como a Alemanha e os Estados UNidos estão a pleanar um aligeiramento gradual das medidas de contenção.

Depois de seis semanas com o número de infetados e mortes provocados pela infeção a diminuir, o número de casos na Europa voltou a crescer. Na semana passada foi registado um aumento de 9%.

Esta subida fez soar alguns alarmes, nomeadamente por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS) que alertou que acabou «um promissor declínio ao longo de seis semanas».

«A tensão contínua entre os hospitais e profissionais de saúde que tem combatido com atos de solidariedade médica entre os vizinhos europeus. No entanto, depois de um ano de pandemia, os nossos sistemas de saúde não deveriam estar nesta situação. Precisamos de voltar ao básico e suprimir o vírus em todo o lado», defendeu o diretor regional para a região europeia da OMS, Hans Kluge.

Este aviso surge numa altura em que a Itália, depois de uma descida acentuada de casos ativos no país, devido às rigorosas medidas implementadas durante o Natal, está a registar um novo aumento de casos diários, aproximando-se dos 3 milhões de infeções e 100 mil mortes desde o início da pandemia.

As autoridades decretaram a proibição de viagens entre regiões, até 27 de março, e subiram a classificação de risco epidémico para o segundo nível mais elevado.

Numa reunião entre o ministro da Saúde italiano, o comissário para a emergência da covid-19 e outros gestores da pandemia foram avaliados os números da campanha de vacinação, e a possibilidade de vacinar com uma única dose, em vez de duas, quem já superou a covid-19.

No entanto, há quem esteja a começar a aligeirar as medidas de confinamento. Apesar de na semana passada o ministro da Saúde alemão, Jens Spah, ter apelado à «prudência», a chanceler alemã, Angela Merkel, revelou na quarta-feira que as restrições contra a pandemia serão gradualmente levantadas, cedendo ao descontentamento crescente na opinião e no próprio governo, a sete meses das eleições legislativas.

A maior parte das restrições será prolongada pelo menos até 28 de março, a partir de 8 de março são permitidos encontros entre duas famílias, na condição de não excederem as cinco pessoas, a reabertura de livrarias, floristas e escolas de condução em todo o país.

 

A sombra da quarta vaga num país a reabrir

Depois de no início da semana Rochelle Walensky, diretora do Centro para Prevenção e Controlo de Doenças norte-americano, ter alertado para o perigo de uma quarta vaga nos EUA, o governador do Texas, o republicano Greg Abbott, declarou que «agora é altura de abrir o Texas a 100%», e anunciou, numa conferência de imprensa, o fim de todas as restrições, com efeito a partir de 10 de março, incluindo a obrigatoriedade do uso de máscara em espaços públicos.

O Texas não é o único estado a ponderar reabrir e aligeirar as medidas. O Mississípi, Dakota do Norte, Montana e Iowa, seguiram um rumo semelhante, entusiasmados com a queda no número de novas infeções registadas, e em Nova Iorque já se pode ir ao cinema, estando as salas obrigadas a ficar a 25% de capacidade, e na Califórnia - que está a registar uma média de mais de 5 mil novos casos por dia - começam a reabrir restaurantes e ginásios, gradualmente.

Esta ânsia em reabrir pode voltar a custar caro a estes estados. Em junho, o Texas foi dos primeiros a reabrir e sofreu uma enorme onda de casos, com mais de 100 mil em dois dias, levando ao colapso dos seus serviços de saúde e tornando-se, temporariamente, o epicentro do surto norte-americano.