Tautologias

E se nos proibirem o riso?

Esses brancos que  usam o senhor Mamadou Ba foram transmutados  em negro por um ritual orgástico ou também são racistas?

«Os Simpsons. Voz da personagem do negro Dr. Hilbert, interpretada por Harry Shearer, substituída por ator negro».

Querem impor a brancos e negros um mundo pintado de preto, mas usam o telemóvel que o nosso mundo inventou, vivem nas cidades que construímos, beneficiam do sistema de saúde que erguemos, dos medicamentos que descobrimos, das liberdades que conquistámos, etc., etc.

Na lógica mais rigorosa, o tal ‘descolonialismo’ coloca-nos perante um dilema terrível:

a. A nossa sujeição a um mundo sem liberdade, privados da nossa história e da História, vandalizadas e varridas as criações humanas escritas ou edificadas, os livros, os filmes, os monumentos, os costumes, as tradições, a memória civilizacional...

b. A separação em dois mundos – um ‘negro’, o deles, e outro, o nosso, que queremos continuar a fazer cada vez mais de todas as cores: portugueses brancos, negros, mestiços, chineses, hindustânicos, judeus, ciganos... E, já agora, também de homens que gostam de mulheres, mulheres que gostam de homens, de gente que goste de quem quiser. Um mundo onde a pele, tal como o sexo, não distingam nos direitos, nas liberdades e nas oportunidades.

Como fizeram os outros totalitarismos da História, estão a querer conduzir o mundo para uma guerra de morte.

Não a tal guerra de civilizações, essa resolvida pela permanente integração e reelaboração das culturas, pela realidade de um mundo cada vez mais interligado cujo destino só pode ser o do conhecimento, da solidariedade, dos grandes valores humanos universais, mas de uma absurda guerra de cor de pele. Guerras Púnicas em que, se fôssemos vencidos, seríamos sepultados em cinzas de civilização universal.

É este o dilema que nos colocam, evocando um cretino suposto ‘privilégio branco’, que nasceria com os brancos (seja lá o que for ser branco), de que os brancos não se poderiam libertar.

Pecado original que nenhuma expiação redimiria.

E esses brancos do BE e académicos que usam o senhor Mamadou Ba, libertaram-se? Foram transmutados em negro, libertados dessa condição inata que dizem fazer de todos os brancos racistas, por um toque ritual orgástico? Ou também são racistas?

Dizem que o branco, por ser branco, não é capaz de reconhecer a sua situação de ‘privilégio’, recusando-se a aceitar que o racismo é ele próprio – somos nós próprios. E é por isso que afirmam só poder haver racistas brancos e ser impossível, portanto, erradicar o racismo – conclui-se – sem... todos os brancos desaparecerem. E assim se percebe a sentença de morte brutal decretada pelo senhor MB: «É preciso matar todos os brancos»! Como se compreende, nada metafórica.

Mas, mais ainda do que puro ódio racista e trotskista ressabiado, que se mistura com aquele, não será tudo isto a estupidez maior que a humanidade já conheceu?