Cultura

Maestro português escolhido para dirigir Royal Northern Sinfonia

Dinis Sousa passa a dirigir a única orquestra de câmara a tempo inteiro no Reino Unido.

Dinis Sousa, de apenas 32 anos, é o mais recente Maestro Principal da Royal Northern Sinfonia, a orquestra de câmara baseada no centro cultural Sage Gateshead, em Newcastle, no Reino Unido. Esta é a única orquestra desta categoria a tempo inteiro no país, e, no âmbito do centro cultural Sage Gateshead, dá os primeiros passos para uma realidade pós-covid-19, voltando a apostar em renovações na sua equipa técnica, e aproveitando o investimento feito pelo Governo britânico na economia local e no setor cultural.

“Neste momento, quando as comunidades no Nordeste vão precisar da música e das artes mais do que nunca, Sage Gateshead quer responder de forma significativa, trazendo o papel vital da música na melhoria da saúde e bem-estar, educação e formação, e na criação de experiências comuns positivas para beneficiar toda a região", justifica o centro em comunicado.

O regente português reagiu à eleição, manifestando sentir-se "honrado" e "entusiasmado". “A orquestra é muito apreciada pelas audiências locais e é ótimo poder fazer parte desta família alargada e desta comunidade. Eu acredito que a música é para todos. Não é seletiva, não é complicada. De certa maneira, tem uma forma de comunicar de forma mais direta com as pessoas do que palavras”, pode-se ouvir dizer Dinis Sousa, natural do Porto, num vídeo de apresentação institucional.

A Royal Northern Sinfonia já se apresentou em palco com Dinis Sousa no passado, e a ligação foi "especial", como a define Thorben Dittes, diretor da orquestra. “É claramente um talento excecional e estamos muito entusiasmados com o enorme potencial artístico que Dinis, como nosso novo Maestro Principal, vai trazer para o Nordeste”, frisou ainda.

Dinis Sousa dirigiu, entre outras, a Orquestra Sinfónica de Londres e a Filarmónica de Berlim, após ter estudado Direção de Orquestra na Guildhall School of Music and Drama, em Londres, e ter fundado a Orquestra XXI, projeto que lhe valeu o título de Cavaleiro da Ordem do Infante D. Henrique em Portugal, e que junta músicos portugueses que estejam no estrangeiro.