Internacional

Homem de 21 anos mata oito pessoas em casas de massagens asiáticas nos EUA

Seis das vítimas mortais são asiáticas. Os ataques ocorrem numa altura em que a xenofobia e as agressões contra pessoas de origem asiática têm vindo a aumentar no país devido às especulações sobre a origem do novo coronavírus.

Pelo menos oito pessoas morreram, na terça-feira, em três tiroteios diferentes nos arredores de Atlanta, nos Estados Unidos da América. Apesar de diferentes, todos os tiroteios têm algo em comum: ocorreram em casas de massagens asiáticas. O suspeito, um homem de 21 anos, já foi detido.

O primeiro tiroteio ocorreu durante a tarde de ontem num salão de massagens nos subúrbios de Atlanta e foi o mais mortífero De acordo com as autoridades locais, a polícia deparou com cinco pessoas baleadas. Duas morreram no local e as outras três foram transportadas para o hospital, onde duas viriam a morrer.

Pouco tempo depois, a polícia de Atlanta recebeu uma chamada de um suposto assalto também num salão de massagens e encontraram três mulheres mortas. Ainda no local, receberam uma outra chamada de um tiroteio num spa asiático na mesma rua, que resultou noutra vítima mortal.

Em comunicado, citado pela imprensa norte-americana, a polícia afirma que "neste momento, é demasiado cedo para confirmar" que os três tiroteios estão relacionados e acrescentou que seis das vítimas mortais são de origem asiática.

O suspeito, um homem de 21 anos identificado como Robert Aaron Long, foi detido durante a noite a 250 quilómetros de Atlanta, cerca de três horas após os tiroteios. Segundo as câmaras de vigilância, "é bastante provável" que a mesma pessoa seja responsável pelos três ataques.

Os ataques ocorrem numa altura em que a xenofobia e as agressões contra pessoas de origem asiática têm vindo a aumentar no país devido às especulações sobre a origem do novo coronavírus. Ainda na terça-feira a associação Stop AAPI Hate afirmou que mais de 2.800 atos contra a comunidade asiática foram denunciados online entre março e dezembro de 2020.