Gouveia e Melo diz que usa camuflado porque a pandemia de covid-19 “é uma guerra”

Coordenador do plano de vacinação optou por vestir sempre roupa de combate em vez do uniforme da marinha. O camuflado operacional é o único que é comum aos três ramos das Forças Armadas.

O vice-almirante Gouveia e Melo explicou, em entrevista à agência Lusa, que usa camuflado porque a pandemia se trata de um combate que "não se pode perder", que é mesmo “uma guerra”.

"Se olhar para os combates anteriores, que conflito é que prejudicou tanto a economia portuguesa, que conflito é que matou tanto em tão pouco tempo?", questiona de forma retórica o coordenador da task force para a vacinação. "Se isto não é um combate, então o que é um combate?", acrescenta.

"Para mim é uma guerra", diz, "um combate pessoal, um combate de grupo, [em que] o combatente do outro lado não é um ser humano, mas um vírus e temos que puxar todos os recursos que temos para combater esse vírus", sublinha, acrescentando que encarou a sua nomeação como “um desafio, por um lado, por outro como uma obrigação enquanto militar”, que jurou fazer “tudo pelo país".

Assim, Gouveia e Melo pôs de lado o seu uniforme da Marinha, optando antes por roupa de combate, o camuflado operacional, o único que é comum aos três ramos das Forças Armadas.

"Quer dizer que não estou sozinho e sou ajudado pelos três ramos das Forças Armadas, tenho pessoas a trabalhar comigo da Marinha, do Exército e da Força Aérea”, diz. E acrescenta: "É muito importante passar a mensagem que não é uma única pessoa, mas que são as Forças Armadas que estão a ajudar ao processo. Eu sou, digamos, a 'ponta do iceberg'".