Economia

IEFP. Mais 30 mil inscritos nos centros de emprego

Os dados mais recentes do IEFP revelam que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 36,8% em fevereiro em termos homólogos e 1,8% face a janeiro.

No final de fevereiro havia 431.843 indivíduos desempregados inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), quando em dezembro do ano passado este número era de 402.254. Este aumento de quase 30 mil  já reflete as consequências do novo confinamento, que começou a meio de janeiro. Os dados mais recentes do IEFP revelam que o número de desempregados inscritos nos centros de emprego aumentou 36,8% em fevereiro em termos homólogos e 1,8% face a janeiro.

Para o aumento do desemprego registado, face ao mês homólogo de 2020, “contribuíram todos os grupos do ficheiro de desempregados, com destaque para as mulheres, adultos com idade igual ou superior a 25 anos, os inscritos há menos de um ano, os que procuravam novo emprego e os que possuem como habilitação escolar o secundário”.

A nível regional, no mês de fevereiro, o desemprego registado aumentou em todas as regiões do país. Dos aumentos homólogos, sinaliza, o mais pronunciado deu-se na região do Algarve (com mais 74,4%), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (com mais 52,9%) e da região da Madeira, com mais 30,4%.

O número de casais com ambos os elementos inscritos nos centros de emprego aumentou 29,5% em fevereiro face ao mesmo mês de 2020, para 6.899, segundo os mesmos dados. 

De acordo com o IEFP, do total de desempregados casados ou em união de facto, 13.798 (8,5%) têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no respetivo serviço de emprego.

Assim, o número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados foi, no final de fevereiro, de 6.899, ou seja, mais 29,5% (1.571 casais) do que no mês homólogo e de 2,9% (mais 197 casais) em relação ao mês anterior.

Os casais nesta situação de duplo desemprego têm direito a uma majoração de 10% do valor da prestação de subsídio de desemprego que se encontrem a receber, quando tenham dependentes a cargo.

Verbas por gastar

Portugal, a par de Itália e da Roménia, são os três países que ainda têm fundos do SURE por gastar, de acordo com um relatório da Comissão Europeia. O Governo português vai receber, este ano, uma segunda tranche “reforçada” do SURE por causa do novo confinamento.

Segundo o mesmo relatório, Portugal já recebeu 51% do valor total de empréstimos a que tem direito - que ascende aos 5,9 mil milhões - para apoiar o layoff temporário, numa única tranche solicitada pelo país e recebida a 1 de dezembro passado de três mil milhões de euros e com uma maturidade de 14,6 anos.