Economia

Ryanair. Ajudar a TAP é como "dar doces às crianças"

“Esse dinheiro nunca mais vai ser recuperado”, disse Eddie Wilson, CEO da companhia aérea irlandesa.


“Portugal vai sair a perder com a ideia de gastar tanto dinheiro numa companhia aérea”. A acusação é do CEO da Ryanair que não tem dúvidas: “Esse dinheiro nunca vai ser recuperado. Nunca. É como dar doces a uma criança… Ela volta sempre para pedir mais”, acrescentou Eddie Wilson em conferência de imprensa. Fica assim clara a posição do CEO da companhia aérea irlandesa sobre a ajuda estatal à TAP.

O responsável acrescentou ainda que o empréstimo é “má ideia” uma vez que se trata de “um total desperdício de dinheiro” que, na sua opinião, poderia ser usado para outros fins mais urgentes neste momento como hospitais.

“A Comissão Europeia tem sido incorreta. Esse dinheiro nunca vai ser devolvido”, garantiu. Eddie Wilson foi ainda mais longe ao garantir que a Comissão Europeia não trata de forma igual todas as companhias aéreas. E justifica: “As companhias aéreas privadas são mais do que suficientes para cobrir esses gaps”.

Sobre o processo contra as ajudas de Estado concedidas a companhias aéreas europeias – já perdeu dois – o CEO da Ryanair já tinha garantindo ir até às “últimas instâncias” e mostra estar confiante: “Vamos ganhar isso. Porque não há nenhuma razão para se dar dinheiro a uma companhia por causa da cor da sua bandeira”.

Durante a conferência de imprensa, a Ryanair anunciou que vai abrir duas novas rotas para Portugal este verão: Lisboa – Colónia e Faro – Belfast. Além disso, a companhia aérea prevê operar um total de 121 rotas na Europa e 595 voos semanais durante a época alta.

Esta é “uma aposta e uma mensagem de esperança e confiança no regresso das viagens para este verão”, disse Eddie Wilson.