Cultura

Ilha da Bela Vista faz parte da exposição que representará Portugal na Bienal de Veneza de Arquitetura

O projeto ‘In Conflict’ mostra sete processos que marcaram a história recente da arquitetura do país.

Arquivo Lahb/Susana Varela
Arquivo Lahb/Susana Varela
Arquivo Lahb/Susana Varela
Arquivo Lahb/Susana Varela
Arquivo Lahb/Susana Varela
Arquivo Lahb/Susana Varela
Arquivo Lahb/Susana Varela

A exposição do projeto In Conflict, que representará Portugal na Bienal de Veneza de Arquitetura, vai percorrer sete processos arquitetónicos, incluindo a reabilitação da Ilha da Bela Vista no Porto, focados na habitação e na transversalidade da arquitetura nos diferentes setores da sociedade.

O chamado bairro dos ‘Índios da Meia Praia’, no concelho de Lagos, no Algarve, ligado ao projeto do Serviço de Apoio Ambulatório Local (SAAL), de habitação destinada às populações desfavorecidas, o Bairro do Aleixo, no Porto, que apesar de demolido, mantém vivo o problema social da população deslocada, o projeto ‘Cinco dedos’, em Chelas, Lisboa, do arquiteto Victor Figueiredo, o projeto de reconversão urbana dos estaleiros da Margueira, em Almada, dos arquitetos Manuel Graça Dias e Egas José Vieira, a nova Aldeia da Luz, no concelho de Mourão, Alentejo, a Ilha da Bela Vista, no Porto, e a reconstrução de sete casas destruídas pelos incêndios de 2017, em Pedrógão Grande e Figueiró dos Vinhos, no distrito de Leiria, completam os sete processos escolhidos pelos curadores do projeto selecionado, o atelier depA architects, um coletivo do Porto.

“Dos sete projetos presentes a reabilitação da Ilha da Bela Vista, do atelier Cerejeira Fontes Architects + LAHB, é o único projeto de reabilitação que nasce da luta dos moradores contra a Domus Social, empresa Municipal de Habitação que durante décadas entaipou, destruiu e perseguiu os moradores da ilha da Bela Vista”, sublinha fonte próxima do projeto.

“Graças à Associação de Moradores e mais tarde a convite desta com o Laboratório de Habitação Básica foi possível aí implementar um Projecto de Arquitectura Básica participada, reforçando a luta dos moradores contra os interesses da CMP/Domus Social, e construir uma proposta desenhada e pensada com os moradores, o Lahb e a Imago”, acrescenta a mesma fonte.

Devido à pandemia covid-19, a 17.ª Exposição Internacional de Arquitetura de Veneza, que deveria ter acontecido entre agosto e novembro de 2020, foi adiada para este ano, e, consequentemente, a 59.ª Bienal de Arte passou para 2022, como anunciou a organização.