Tautologias

A brutalidade de Louçã e a humanidade de Dona Lúcia

"Os comunistas comem criancinhas", disse em 2012, a deputada do PPM, Aline Beuvink, explicando com admirável clareza a origem daquela expressão

1.«Os comunistas comem criancinhas». Em 2019, numa reunião da Assembleia Municipal, a deputada do PPM Aline Beuvink explicou com admirável clareza e justificadíssima nobre emoção a origem e o fundamento daquela expressão. De facto, os comunistas ‘comeram criancinhas’, no sentido de que os bem nutridos Estaline e Trotsky determinaram programadamente essa realidade terrível na Ucrânia. 

Canibalismo «rigorosamente», foi a palavra que Louçã usou na SIC para comentar o facto, enforcando-se nela. 
Querendo ridicularizar o dito e julgando contestar o facto, Louçã recuperou-o, lembrando a História. Optou por se fazer estúpido, treslendo a explicação tão clara e tocante da deputada, mostrando também ao mesmo tempo não ter alma.

Aberrante e suicidário, o que é estranho é ver no Conselho de Estado da democracia (que sempre quis destruir), e numa cadeira bem paga no banco do sistema económico que odeia, este indivíduo para quem assumidamente não há moral na política, isto é, que nela todos os meios se justificam (como agora se viu),

A democracia liberal precisa também de espécies predadoras que a querem destruir. Liberdade é liberdade e a democracia necessita de anticorpos de resistência à opressão. Mas que se lhes ofereça o poder, parece ser demais…

Sabendo-se que nada mudará a cegueira de Louçã ou lhe tocará a alma, proponho mesmo assim à SIC a ‘cacha’ de um debate entre ele e a Dona Lúcia. 

Dona Lúcia é uma amiga, é a ‘tia’ dos meus filhos, é uma ucraniana que nos ajuda em casa há mais de vinte anos. Se a SIC tivesse honra e coragem, voltaria a confrontar Louçã com a verdade dolorosa (dolorosa para ela, a Aline e os humanos) do canibalismo a que os comunistas como Louçã obrigaram os ucranianos. Só espero que ele não a fulmine... com o olhar, por agora.

2. É estranha esta cedência de Louçã ao ódio e à raiva... Há qualquer coisa que ele saberá e eu não sei. Mas uma coisa é certa (como notou uma senhora arguta no Facebook): ao tentar desacreditar o depoimento expressivo de Aline Beuvink sobre o Holodomor, o «senhor conselheiro de Estado prestou um grande serviço» à divulgação e à popularização da verdade histórica sobre o horror do trotskismo e do estalinismo. 

E lá se foi também a sua ilusão delirante de poder chegar à Presidência da República!