Vida

Madonna perde a paciência com fã que defende o uso de armas

Aquele que poderia ser apenas mais um comentário no meio de milhares não passou despercebido aos olhos da cantora. "Não sabe nada sobre mim ou a minha vida", escreveu Madonna.

Madonna perdeu a paciência com uma fã que a criticou e defendeu o uso de armas nos Estados Unidos da América. O incidente ocorreu após a cantora ter defendido uma legislação apertada para a posse de armas, pouco tempo depois da morte de Daunte Wright, o jovem afroamericano morto pela polícia numa operação de trânsito.

"Houve mais de 130 tiroteios nos Estados Unidos até agora, e só estamos em abril. Uma tragédia que se torna ainda mais trágica porque existe solução. Chama-se controlo de armas! Acorda América! A História continua a repetir-se", escreveu Madonna no Instagram.

Uma seguidora da rainha do pop não concordou e teceu duras críticas. "Aposto que tens pessoas com armas para te proteger a ti e à tua família. Mas os 'pequenos' podem ficar desarmados. Se tirares as armas, os criminosos SEMPRE encontrarão armas. O resto de nós, pessoas inocentes, seremos vítimas. Vives atrás de muros altos com proteção. Não vives no mundo real. Os criminosos não temem a polícia, os juízes ou a prisão. Mas se formos uma sociedade armada, eles temem as vítimas", sublinhou.

No entanto, aquele que poderia ser apenas mais um comentário no meio de milhares não passou despercebido aos olhos da cantora, que não tardou em reagir.

"Cabra, eu não tenho nenhum segurança ou guardas armados à minha volta. Venha ver-me e diga na minha cara que o meu mundo não é real. Atreva-se. Não sabe nada sobre mim ou a minha vida. Os únicos criminosos que vejo agora são os polícias que são pagos para proteger o povo. Mas a polícia é protegida por juízes e pelo sistema de justiça criminal, o que é uma piada porque não há justiça se você for uma pessoa negra. Claro que o seu nome é Karen", afirmou.

Nos Estados Unidos, Karen, além de ser um nome próprio, é também um termo pejorativo para classificar "uma mulher de meia-idade, tipicamente loira, que torna as soluções para os problemas dos outros um inconveniente para si, mesmo que não seja afetada".